O MBL se envolveu em uma polêmica quando postou um vídeo que denunciava uma mostra em Porto Alegre (RS), que se chama "Queermuseu", e conseguiu que o Santader Cultural cancelasse a mesma um mês antes do previsto. A exposição foi cancelada por causa das críticas muito "fortes" sobre algumas obras de arte que estavam expostas. Segundo os grupos religiosos, crianças estavam vendo imagens de "sexo com animais", "crianças transexuais", entre outras coisas. Mas, segundo a Veja, também estavam no museu obras de Alfredo Volpi e Candido Portinari que são artistas mundialmente conhecidos.

Ainda segundo a revista, a mostra tinha a curadoria de Gaudêncio Fidelis, que também cuidou da exposição do Mercosul no ano 2015, que também tinha a temática LGBT. Esse tipo de exposição assenta nos mesmos moldes da mostra "Queer British Art (1861-1967)", que aconteceu em Londres (Inglaterra), e da "Hide/Seek: Difference and Desire in American Portraiture", que aconteceu em Washington (EUA).

A "Queermuseu" foi cancelada neste domingo (10), quando vários movimentos mostraram que a exposição continha várias pinturas que faziam uma certa apologia à zoofilia e também à pedofilia.

Esses mesmos movimentos fizeram uma grande campanha virtual, para que quem tinha conta no banco tirasse o seu dinheiro como uma forma de boicotar o banco por causa da mostra.

Várias imagens revoltaram muitas pessoas, em especial uma em que estava escrito "criança viada", que, segundo os movimentos religiosos, estaria em apoio à comunidade LGBT. O grupo que fez a denúncia chama a obra de imagem da "prostituição infantil". O curador tem uma outra explicação, dizendo que a obra tira a imagem preconceituosa da homofobia, usando referência de uma cultura mais voltada ao "pop".

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Gaudêncio Fidelis ainda esclarece que a imagem é de 2013 e se chama "Travesti da lambada e deusa das águas", tendo sido produzida pela artista Bia Leite.

O blogueiro Felipe Diehl diz, durante o vídeo onde ele anda no meio da exposição, que tinha crianças vendo as imagens que chamou de "impróprias". Em um outro momento, seu colega e também blogueiro Rafinha BK, que faz parte do Movimento Brasil Livre, disse que uma outra gravura continha o "diabo". A imagem em questão é uma obra feita em 1996, da autoria de Fernando Baril, e retrata muitos braços que contrapõem na superfície da pintura, tendo vários objetos que fazem parte da cultura pop, e tem o nome de "Cruzando Jesus Cristo com Deus Shiva".

O presidente da Fundação Bienal Mercosul, Gilberto Schwartsmann, que é considerado o maior evento de arte latino-americana do mundo, disse que fica muito triste com essa atitude de alguns movimentos. Ainda diz que as pessoas podem gostar ou não, podem querer algo ou não, pois isso é um direito de cada um, porém têm saber respeitar. As pessoas deveriam ser ensinadas a ter mais tolerância em todos os sentidos, mas quem não tem, não está preparado para certas imagens. E isso, numa leitura histórica, aconteceu em muitas épocas e muitas vezes.

Coisas que poderão assustar em 2020, poderão não ser tão assustadoras em 2040, enfatiza Gilberto.

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