O assassinato de uma médica em Vitória, capital do Espírito Santo, chocou a comunidade médica e os pacientes da profissional, que atendia no Hospital das Clínicas da cidade. Milena Gottardi Tonini Frasson foi baleada na cabeça durante a noite do dia 14.

No momento em que foi atingida, ela saía de um plantão médico junto com uma colega de trabalho. Ao chegar a seu carro, as duas foram abordadas por um homem, que inicialmente ordenou que Milena entregasse seus pertences e a chave do veículo.

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Mesmo sem reagir a abordagem do rapaz, ele disparou três vezes em direção à médica, que foi atingida na cabeça por uma das balas.

Imediatamente, Milena foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital Cias Unimed, no qual passou por uma cirurgia na mesma noite. Em seguida, ela foi encaminhada para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde passou o restante da noite em estado instável. No final da madrugada de sexta-feira passada (15), ela entrou em coma e não respondeu a estímulos.

O hospital emitiu nota afirmando que a médica sofreu um edema cerebral difuso, causando seu falecimento.

O caso foi investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM), que descobriu uma carta feita pela própria médica e registrada em cartório, na qual relatava sofrer ameaças constantes do seu ex-marido, o policial civil Hilário Frasson. No documento, Milena alegou ser refém dentro de sua própria casa. Além disso, a médica dizia temer pela vida de suas duas filhas, uma de 9 anos e a outra de apenas 10 meses.

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Milena e Hilário viveram um relacionamento de 20 anos. Em outro trecho da carta, a médica relatou que seu relacionamento era marcado pela obsessão de seu companheiro, mesmo antes de oficializar a união. Na carta, ela deixou, inclusive, designada a guarda de seus filhos caso ela fosse morta.

Hilário foi preso na tarde de quarta-feira (21) suspeito de ser um dos mandantes do crime. Antes dele, o ex-sogro da vítima, Esperidião Carlos Frasson, também foi levado pela polícia.

Ambos tiveram um pedido de prisão temporária de 30 dias expedido pela Justiça.

O advogado responsável pela defesa de Hilário, Homero Mafra, disse ao portal de notícias UOL que a detenção de seu cliente é injusta. Ele alegou que irá protocolar um pedido de habeas corpus para Hilário na próxima segunda-feira (25).

Além do pai e do filho, outros suspeitos de envolvimento no crime também foram presos, entre eles Dionathas Alves Vieira, de 23 anos, que confessou ter matado a médica.

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Outros dois intermediários também foram apreendidos, entre eles o primo do autor dos disparos, Bruno, que foi abordado pela polícia em seu trabalho.

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