Menos de um mês depois de assédio sexual que ocorreu dentro de ônibus em plena Av. Paulista, uma das principais avenidas da capital de São Paulo, um caso parecido ocorreu agora na cidade de Sorocaba.

Dentro de um ônibus de transporte público um homem foi acusado de ejacular em passageira, que estava a caminho de seu trabalho.

Entenda o caso

Nesta terça-feira (26), Rodrigo Ribeiro da Luz, de 43 anos, foi detido pela polícia ao ser acusado de ejacular na blusa de passageira dentro de um ônibus do transporte público do município.

A vítima, de 44 anos, trabalha como doméstica e estava seguindo viagem para seu local de trabalho. A linha do ônibus em que teria acontecido o assédio sexual atende a zona industrial de Sorocaba.

Relatando o caso para a Policia Civil, a Mulher contou que estava sentada enquanto o ônibus estava lotado de passageiros. Ao notar que um homem estava se esfregando muito em suas costas, ela olhou para trás. O que foi que ela viu? O homem fechando o zíper de sua calça e sua blusa suja com o que ela acredita ser sêmen.

A vítima gritou por ajuda, o motorista parou o ônibus e acionou a polícia. O suspeito não possui histórico de antecedentes criminais e nega ter cometido o crime, o qual tem pena prevista de dois a seis anos de reclusão. O mesmo encontra-se detido para audiência que acontecerá no Fórum local, na quarta-feira (27).

Por que casos como este normalmente não são punidos?

Essa é a pergunta que fica quando acontece algo parecido com o caso na Avenida Paulista, onde o juiz José Eugênio Souza Neto decidiu por conceder liberdade ao acusado de cometer o assédio sexual menos de um dia depois de sua detenção.

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Vale lembrar que na ocasião, Diego Ferreira de Novaes - acusado pelo crime - estava sendo indiciado pela 17ª vez por assédio sexual, fator que gerou uma grande repercussão no âmbito nacional e também a revolta de muitas pessoas, especialmente mulheres que infelizmente acabam se sentindo menos protegida por decisões como essas.

No entendimento do juiz, Diego não fez uso de violência ou de ameaça grave que traria constrangimento público para a vítima, e por essa razão optou por não enquadrar o proceder do acusado como estupro.

Na ocasião, o magistrado reconheceu que a vítima tenha ficado bastante nervosa e traumatizada, mas que segundo seu entendimento, não houve nem constrangimento e nem violência contra a mesma.

Para encerrar este artigo, deixamos o vídeo onde o renomado doutor Drauzio Varella comenta sobre o assunto.

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