Autor de um dos assassinatos mais bárbaros do país, o ex-médico Farah Jorge Farah, 68 anos, foi encontrado morto no começo da tarde desta sexta-feira (22) em sua casa, na Vila Mariana, em São Paulo. Ele teria cometido suicídio por volta das 12h30, enquanto aguardava para ser preso.

A polícia chegou ao local depois que a Justiça determinou que o ex-médico começasse a cumprir pena por matar e esquartejar sua amante e paciente Maria do Carmo Alves, 46 anos, no dia 24 de janeiro de 2003. Segundo os policiais do Departamento de Capturas de Polícia Civil, Jorge Farah teria se matado quando os agentes quebraram vidros para entrar em sua residência.

Ele morreu em seu quarto, onde foi encontrado com cortes nas veias femorais, que ficam na região do quadril, onde o corte pode ser mortal. Os policiais também encontraram um bisturi, que possivelmente teria sido usado pelo ex-médico para provocar o ferimento.

Jorge Farah estava vestindo roupas femininas - um tipo de top e calça legging — aparentando estar com seios, possivelmente por causa de um sutiã. No momento em que o corpo foi encontrado, um aparelho de som tocava uma música classificada como "fúnebre". A perícia deverá analisar nos próximos dias a circunstância da morte.

Restos do corpo de vítima de médico esquartejador são colocados em sacos plásticos

Farah Jorge Farah era um cirurgião plástico renomado, mas que acabou se tornando notícia no país após ter confessado que matou e esquartejou sua amante em seu consultório.

Depois de cometer o crime, ele colocou o corpo no porta-malas de seus carro e avisou a polícia, dizendo que estava arrependido do que havia acabado de fazer.

O ex-médico ainda tentou dificultar a identificação do corpo, chegando a ponto de remover a pele da face, das mãos e dos pés da amante. Para dar um tom mais macabro ao crime, Farah guardou os restos mortais da vítima em sacos plásticos no porta-malas de seu carro.

Em seguida, chamou a polícia.

Farah foi formalmente acusado e condenado em primeira instância em 2004 por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe, onde não se dá nenhuma chance de defesa à vítima e também por ocultação e destruição de cadáver. Em 2007 ele conseguiu um habeas corpus do Segundo Grupo do Supremo Tribunal Federal, por 4 votos a 1, e assim conseguiu ser solto.

Em 2006, já havia tido o diploma cassado pelo Conselho Federal de Medicina. Depois, em 2010, voltou a estudar e passou no vestibular da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Nessa quinta-feira (20), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou a imediata execução provisória da pena de Farah Jorge Farah, condenado em júri popular a 16 anos de reclusão pelo crime de homicídio duplamente qualificado, mas a pena foi reduzida em apelação para 14 anos e oito meses.

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