A previsão para a safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) foi de 240,9 milhões de toneladas, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume é 30,4% (ou 56,2 milhões de toneladas) maior do que o registrado em agosto de 2016 (184,7 milhões de toneladas).

Em comparação com as estimativas de julho, a produção caiu 1,2 milhão de toneladas (-0,5%), mas estima-se que haverá recordes na produção da soja (115,0 milhões de toneladas, um aumento de 19,6% na produção) e do milho (98,4 milhões de toneladas, um aumento de 54,7%). O arroz, que também é um dos principais representantes do grupo, terá um crescimento estimado em 16,2% na produção.

Quanto às áreas a serem colhidas, a estimativa para agosto (61,1 milhões de hectares) subiu 7,0% frente à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares), puxadas principalmente pelos aumentos nas áreas de colheita de soja (2,3%), de milho (18,1%) e de arroz (4,0%). Na comparação mensal, estima-se redução de 29,6 mil hectares (-0,05%) frente a julho.

Clima atrapalha produção de cacau, cereais de inverno e feijão

A produção de cacau em agosto foi estimada em 224,2 mil toneladas, menor 4,8% frente ao mês anterior, embora o rendimento médio de 362 kg/ha tenha sido 2,8% maior.

" O crescimento do rendimento médio não ocorreu em função de melhoria nas condições climáticas, e sim em função da menor área a ser colhida [que diminuiu 7,4%], já que algumas áreas, provavelmente, não serão colhidas devido ao baixo rendimento", diz o relatório do IBGE. O estado da Bahia, por exemplo, foi citada como uma das regiões em que a produção será prejudicada (uma queda de quase 10%), já que as fortes chuvas no sul do estado diminuem a temperatura e atrasam a colheita.

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No caso do trigo, o principal cereal a ser produzido no inverno, estima-se uma redução de 4,1% em relação a julho (resultando em colheita de 5,4 milhões de toneladas), ocasionada em função da queda do rendimento médio devido ao clima. A pesquisa atribui o fenômeno às condições climáticas desfavoráveis registradas no Paraná, estado responsável por 47,7% da produção nacional.

A produção do feijão, estimada em 3,3 milhões de toneladas, foi 0,2% menor em relação a julho.

A produção da 1ª safra, estimada em 1,6 milhão de toneladas, teve uma redução de 1,6% frente a julho devido, principalmente, à reavaliação das estimativas do Nordeste, onde se registrou uma queda de 24,6 mil toneladas (ou 5,5% frente a julho).

Para a 2ª safra de feijão espera-se uma redução de 0,5% frente a julho, principalmente devido à estimativa de queda de 10,2% atribuída ao estado do Mato Grosso do Sul, aonde as chuvas reduziram em 9,9% a produtividade das lavouras.

Quanto à 3ª safra, a previsão é de aumento de 5,4% da produção em relação à estimativa passada, puxada principalmente por Goiás (responsável por 33,2% da safra), aonde se espera um aumento de 16,8% na produção. Outros dos dois maiores produtores desta safra são Minas Gerais (com 35,6% do total) e São Paulo (com 15,0%).

Milho: mesmo com revisões, safra deve ser recorde em 2017

Segundo a pesquisa, o milho deve alcançar 98,4 milhões de toneladas, uma queda de 0,9% em relação à estimativa de julho, principalmente devido à queda do rendimento médio (0,6%, ou 5.537 kg/ha), mas ainda deve compor resultado suficiente para uma safra recorde em 2017.

A 1ª safra (31,1 milhões de toneladas) deve apresentar volume 0,3% menor, prejudicada por uma revisão na área colhida (apesar do maior rendimento) e por falta de chuvas regulares em alguns estados do Nordeste, ocasionando reduções no Piauí (6,7%), Rio Grande do Norte (7,8%) e Paraíba (48,6%).

A 2ª safra também foi revisada, apresentando queda de 1,2% na produção em relação a julho, totalizando 67,4 milhões de toneladas.

Houve ajuste de -0,7% na produção do Paraná e de -7,9% no rendimento médio em Goiás, onde uma infestação de cigarrinhas afetou a produção, e no rendimento médio do Mato Grosso do Sul (0,9%). Estes dois últimos são responsáveis, respectivamente, por 12,1% e 14,0% da produção de milho na segunda safra.

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