A cada dia que passa, ações de incursão são executadas na favela da Rocinha, em São Conrado, com dezenas de homens das polícias civil e militar, com o intuito de executar mandados de prisão e localizar materiais ilícitos como drogas, armas e itens roubados, sendo principalmente carros e motos.

Por volta de 950 militares das Forças Armadas dão suporte para essas operações, cercando a Rocinha, desde a última sexta-feira, 22/09.

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Esse suporte tem sido o diferencial para que, aparentemente, a paz perdure na comunidade e a vida possa voltar ao normal.

Mas certamente essa paz ainda não é definitiva. Isso por conta de vídeos que estão vazando na internet nas últimas horas. Um desses vídeos é o que mais preocupa a polícia no momento. No Complexo da Maré, região dominada pelo Comando Vermelhe, vulgo CV, foi feito o comunicado de um acordo feito entre Rogério Avelino da Silva, mais conhecido como Rogério 157, atual chefe do tráfico de drogas na comunidade da Rocinha, com o Comando Vermelho, até então uma das principais facções inimigas.

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Com isso, Rogério 157 e todos os seus comandados passam a integrar o Comando Vermelho e automaticamente os pontos de tráfico da Rocinha também.

Um funk que tocava no baile funk dizia: “Deu na televisão o anúncio de operação, assustando o morador, trazendo um clima de tensão. Desentoca o arsenal, vai ter tropa, é papo reto, o Rogério 157 resolveu fechar com o certo”. Um segundo vídeo mostra homens armados com fuzis comemoram o acordo, no alto do morro do Turano.

Agora, Rogério 157 passa a ser um dos principais traficantes do Rio de Janeiro, sendo procurado não somente pela polícia, como também pela sua ex-facção, o Amigo dos Amigos, chamada de ADA.

A guerra que vinha ocorrendo na Rocinha teve uma trégua nestes últimos dias, mas parece ser algo temporário apenas. Os moradores da comunidade estão sem acesso a itens básicos, como entrega de correspondência, por exemplo.

Os correios emitiram nota informando que estão retendo as entregas registradas, como o Sedex, em pontos próximos a comunidade e enviando um “Aviso de Chegada” aos moradores. As demais correspondências deverão ser entregues assim que a situação na Rocinha estiver mais estável.

Até lá, os moradores comuns vivem preocupados com o que está por vir ao final desta operação do Exército. Afinal, a expectativa é que o crime volte a dominar a área após essas ações militares.

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Só lhes cabe aguardar e torcer por dias melhores.

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