Depois de altas críticas a respeito da propaganda, a empresa Santher retirou o slogan e pediu desculpas aos ofendidos. A empresa fez uma propaganda com a atriz Marina Ruy Barbosa, 'vestida' apenas com papel higiênico, mas esse não foi o alvo da polêmica, o problema foi o slogan e hashtag que a marca divulgou: "#BlackisBeautiful" (preto é bonito).

A luta dos negros ainda não acabou

Este slogan é uma frase de empoderamento racial e surgiu nos anos 60, nos Estados Unidos, pelos militantes negros que lutaram pelos direitos civis.

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Segundo o post do escritor Anderson França, o Dinho, em seu perfil do Facebook, estão comparando o negro ao papel higiênico, pois usar uma hashtag que eleva os negros e dá a eles o seu devido valor a um produto que é usado para limpar os excrementos humanos é falta de respeito e crime de racismo. Além disso, Anderson acusa a marca de se apropriar indevidamente da expressão, cometendo o crime de apropriação cultural.

A atriz se desculpa com os fãs

Marina Ruy Barbosa também se pronunciou em seu Instagram e disse aos fãs que sente muito pelo mal-entendido, mas que em momento algum a marca teve a intenção de atingir os negros com a propaganda.

Disse que ficou muito feliz ao ser convidada para participar da campanha publicitária da 'Personal Vip Black' e que em momento algum imaginou que iria repercutir negativamente.

Nas redes sociais, as pessoas ficaram indignadas, inclusive na publicação da ruiva no Instagram, algumas fizeram comentários: 'para acabar com o Preconceito fazem um papel preto para limpar a b....', mas a atriz recebeu muito apoio dos seus fãs que acharam a propaganda legal e não viram problema nenhum.

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O problema não é a cor do papel higiênico e sim o slogan, como já foi dito acima, esta frase é uma frase de luta. Ao lado de frases como 'Black Power', o slogan 'BlackisBeautiful' foi um grito de liberdade e reafirmação do negro, que luta contra o racismo e o preconceito diariamente.

Como disse o escritor Dinho, quando os internautas procurarem nos EUA a hashtag 'BlackisBeautiful', encontrarão referências a Angela Davis, Malcolm X, o Partido Panteras negras, entre outros militantes da luta negra, e no Brasil encontrarão papel higiênico.

Segundo carta aberta da empresa, a intenção era destacar o produto, um papel higiênico preto, como inovação no Brasil, falando que a cor preta está na moda e sempre é um exemplo de requinte e sofisticação. Não houve intenção alguma de agir com preconceito e menosprezar os negros.

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