A Câmara Legislativa do Distrito Federal está discutindo um projeto de lei que proíbe as escolas públicas de liberem os alunos quando faltar algum professor. O objetivo é que os estudantes tenham atividades complementares ao longo do ano, como mais ensino em torno da cultura, esportes, filmes, dinâmicas em grupo e palestras.

A proposta não se adequada às escolas em que os professores estiverem em greve.

Os alunos somente serão liberados o caso da falta do professor se um responsável for buscar. O projeto está em análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Se for aprovada, esta iniciativa começará a ser aplicada nas primeiras classes até o ensino médio. Tem autoria da deputada distrital Sandra Faraj (SD).

O projeto tem como propósito proteger as crianças, que são vulneráveis. Sandra Faraj diz que muitas delas, quando falta professor, voltam para sozinhas e não tem ninguém em casa para protegê-las.

Quando não houver aula por algum motivo, qualquer que seja, deve haver algum segundo plano, que é a atividade extra.

Como argumento, ela diz que é muito frequente os alunos de escolas públicos serem liberados toda vez que falta o professor. Esta medida faz os estudantes ficarem em uma situação muito vulnerável. A deputada distrital afirma ainda que é comum a liberação ocorrer sem que os pais saibam.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo

Ela afirma que isto faz com que o estudante, muita vezes, fique sem comer, pois, vai embora antes do lanche. Fora o risco que estas crianças correm ao saírem dos colégios sem nenhum amparo. Este assunto já foi para a Comissão de Educação, Saúde e Cultura. Sendo tramitado desde maio de 2015 na Câmara.

A Secretaria da Educação alegou que não comentaria sobre o projeto. O Diretor do Sinpro (Sindicato dos Professores), Samuel Fernandes, disse que as escolas já podem pôr em prática as medidas.

Ainda afirmou que quando o professor faltar, por qualquer motivo que seja, e não tiver nenhum substituto, a escola já deve se manter preparada para dar aos alunos as devidas atividades.

Entretanto, quando o professor estender sua ausência por muitos dias e o governo não mandar nenhum substituto, eles são obrigados a mandar o aluno parar casa, pois, muitas escolas não têm nem biblioteca. O Governo precisa manter um número de professores já certos para que tenha sempre um, caso outro falte.

Para a autônoma Luísa Celma Gomes, a lei terá eficácia e diz que irá fazer diferença em relação à violência e a segurança.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo