A população cearense deve ter cuidado dobrado nos próximos meses por causa do mosquito Aedes aegypti, conhecido popularmente por mosquito da dengue. Até o final de setembro, o estado do Ceará registrou 92,7 mil casos de chikungunya em todo o ano de 2017. Apenas em Fortaleza, capital do estado, estão cerca de 55 mil casos, o que corresponde a 59% do total.

Apesar do grande número e de a Secretária de Saúde do Ceará ter passado a doença para epidemia, a taxa de mortalidade em decorrência da enfermidade é baixa. Até agora, 110 pessoas faleceram por causa do problemas, dessas, 89 foram em Fortaleza.

As outras cidades que registraram casos com morte são Acopiara, Aracati, Beberibe, Caucaia, Itapajé, Maranguape, Marco, Morada Nova, Pacajus e Senador Pompeu.

Conforme informações da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), a taxa de incidência da doença no estado é de 1.351 a cada 100 mil habitantes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a situação passa ser considerada epidêmica quando a região ou uma cidade possui mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes.

A cidade do Ceará que mais sofre com o problema é General Sampaio. No município, o índice da chikungunya é de 5.054 casos para cada 100 mil habitantes.

Além da doença, o Ceará também enfrenta muitos casos de dengue. Até o final de setembro foram calculados mais de 22 mil casos, com 12 mortes.

Do outro lado, a zika, que é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e da chikungunya, tem apenas 274 casos registrados.

Fique ligado nos sintomas da chikungunya

A doença tem sintomas muito similares a outras enfermidades, por isso deve ser sempre lembrado de consultar um médico após o aparecimento de qualquer tipo de sintoma.

De acordo com os especialistas, durante os dez primeiros dias, a vítima tem febre, fortes dores e inchaços nas articulações das mãos e dos pés. Em determinados casos, a pessoa também pode ficar com manchas vermelhas no corpo.

O perigo da chikungunya é que, após o vírus sair do corpo, as fortes dores e os inchaços podem durar por até três meses.

Não só isso, conforme especialistas, 40% dos casos da doença podem deixar graves sequelas. Entre elas estão inflamação crônica nas juntas, dormência nos membros, câimbras e dificuldade de caminhar e doenças como artrite. Além disso, a enfermidade pode desencadear outros tipos de problemas para a vítima, como doenças cardíacas, problemas renais e até diabetes.

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