O filósofo conservador Olavo de Carvalho causa ojeriza na esquerda e na extrema-esquerda brasileira. Nesta sexta-feira (27), a exibição do filme que retrata a vida de Olavo terminou em confusão no prédio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), localizado no campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na zona oeste da cidade.

Violência

A confusão teve início quando as pessoas que assistiram ao filme “O Jardim das Aflições”, dirigido por Josias Teófilo, tentavam deixar o local e foram impedidos por militantes da extrema-esquerda – alguns deles filiados ao Partido da Causa Operária (PCO).

Cantando palavras de ordem, o grupo impedia que quem assistiu ao filme deixasse o campus. “Um, dois, três, quatro, cinco mil, lugar de fascista é na ponta do fuzil”, entoavam, em tom intimidador e ameaçador.

Do outro lado, alguns dos espectadores do filme vestiam camisas com a imagem do deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Este segundo grupo era menor do que o grupo que estava do outro lado, mas também não deixou de cantar palavras de ordem.

Em determinado momento, um estudante foi em direção a um rapaz com a camisa de Bolsonaro e o agrediu com um empurrão. Neste momento, os dois grupos se aproximaram, enquanto dois funcionários da universidade tentava impedir que a confusão se generalizasse. Houve troca de socos, pontapés e empurrões.

Na briga, um integrante do PCO levou um corte na testa. Do outro lado, um rapaz que estava no grupo dos que assistiram ao filme sobre Olavo de Carvalho sofreu um corte na cabeça.

Respostas de Olavo de Carvalho

O respeitado filósofo Olavo de Carvalho usou o Twitter para comentar sobre o ocorrido. O professor, como é chamado por seus milhares de seguidores, apontou os culpados pela violência na UFPE.

Para Olavo, a reitoria e o corpo docente, a revista Época, o jornal Folha de S. Paulo, o comentarista político Marco Antônio Villa, o jornalista Reinaldo Azevedo, o site Diário do Centro do Mundo e similares.

O professor, claro, usou apelidos para referir-se aos nomes acima.

Os espectadores do filme de Olavo de Carvalho foram acusados de ser nazifascistas. “Chamar de nazifascista é falsa imputação de crime. É crime”, tuitou o filósofo.

Olavo disse ainda que aqueles que se manifestaram violentamente contra o seu filme não adversários ideológicos. “Não concedam a esses bost*** a honra indevida de tratá-los como adversários ideológicos.

Eles são apenas um bando de fresquinhos histéricos”, afirmou.

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