Foi anunciada no dia 19, pela prefeitura de Canoas (RS), a mudança de gestão do Hospital de Pronto-Socorro e das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Caçapava e Rio Branco. As unidades eram geridas pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (Gamp), que passa por sérios problemas financeiros, falta de distribuição de remédios, falta de materiais de trabalho e dívidas trabalhistas.

A nova gestão do hospital ficará a cargo agora do Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev), que ficou em segundo lugar em licitações realizadas no ano passado.

Segundo apurações, existem várias irregularidades nas gestões desta empresa em várias unidades de saúde em que ela administra. De acordo com Informações obtidas pelo jornal O Timoneiro, do Rio grande do Sul, o Isev chegou a ser denunciado pela prefeitura de Criciúma, em Santa Catarina, que fez um pedido para que o instituto não pudesse participar de licitações por um período de dois anos e também suspendeu o contrato dele com o Hospital Materno Infantil da cidade, além de fazer várias críticas.

Já em Taquara, no Rio Grande do Sul, o Hospital Bom Jesus, administrado pelo Isev, sofre com falta de pagamentos aos funcionários.

No mês passado, os médicos fizeram greve também por falta de recebimento de salários. Os profissionais também reclamam de falta de materiais hospitalares e remédios.

Em Tocantis

Não é de hoje que o país sofre com diversos tipos de problemas relacionados à saúde. No Tocantins, uma inspeção feita pela Defensoria Pública dentro do Hospital Regional de Araguaína descobriu muitas irregularidades. Os defensores divulgaram nesta sexta-feira (27) que na unidade faltavam itens superimportantes, como lençóis para as camas de pacientes e também roupas cirúrgicas.

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Saúde

Eles disseram que as roupas de cama dos pacientes são trocadas apenas a cada dois ou três dias devido ao revezamento das roupas que fazem. Com isso, as pessoas expostas a diversos tipos de infecções por causa da falta de higiene. Devido à falta de roupa cirúrgica, uma pessoa chegou a se enrolar em um lençol para poder passar por uma cirurgia, correndo vários riscos de contaminação.

Um defensor público explicou que o Estado tem plena responsabilidade em relação ao hospital e que existem verbas suficientes para o suprimento, pois existem muitos poucos leitos, somando todos são 26.

São 20 leitos comuns e seis salas cirúrgicas, e que essa despesa para o estado seria de caráter emergencial, pois as pessoas correm diversos riscos de saúde.

Um prazo de 48h foi dado ao estado para que pudesse explicar sobre o assunto e apresentar medidas cabíveis para a resolução dos problemas. A Secretaria Estadual de Saúde de Tocantins divulgou que para o problema das rouparias cirúrgicas já existe licitação feita e que está em fase de contratação de pessoal. Em relação aos lençóis dos leitos, a pasta afirma que o hospital já comprou o material para a confecção e que deverão ficar prontos neste domingo (29).

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