Desde o início do ano, o Banco do Brasil começou a desenvolver uma série de programas alternativos de atendimentos que acabaram por gerar o encerramento de algumas agências do maior banco público do estado federativo. Assim, alguns clientes acabaram ganhando atendimento remoto estendido (das 7 horas até às 22) e o atendimento presencial, tendencialmente, começou a diminuir.

Entretanto, alguns clientes parecem não estar felizes com as mudanças que o banco veio promovendo nos últimos meses; em especial os mantidos no município de Traipu, no interior de Alagoas.

As atividades da agência bancária da cidade estavam previstas para serem finalizadas nos próximos dias, entretanto, a Justiça local acabou determinando a permanência da agência por conta de sua função social.

Os moradores da região fizeram protesto na cidade contra o fechamento que estaria previsto para dia 20 de novembro, data que foi informada pela superintendência do Banco do Brasil. Assim, com a manifestação e o apoio dos juízes, a agência ainda se manterá na cidade.

A decisão veio do juiz Ewerton Luiz Chaves Carminati.

Por conta do fechamento, o chefe do judiciário da vara local determinou que para cada dia de fechamento, o banco deve pagar R$ 5 mil reais em indenização. Caso as atividades da agência se mantenham em encerramento, os moradores locais poderão apenas buscar auxílio na agência mais próxima que fica cerca de 30 km de distância.

O Banco do Brasil informou que o fechamento da agência foi, primariamente, para a prevenção de assaltos recorrentes à esta unidade que aconteceram anteriormente. Para eles, além do perigo iminente que a agência é servida todo dia, ainda existe o débito do município que não arcou com os valores em crédito consignado que o banco fez para os estatutários do local.

Assim, visto as grandes preocupações, o banco decidiu fechar a agência.

Para o magistrado que determinou o continuidade da agência no município, o banco recebe todo o respaldo de fechamento da unidade em lei quando se fala de entidade privada e direito privado na economia. Entretanto, quando se trata de realização de uma função social (a atividade bancária se tornou essencial para o município e, neste caso, a agência do banco, por ser única, se tornou instrumento social de bem-estar), o juiz pode determina que a atividade continue corriqueiramente.

Assim, o juiz recebeu o respaldo político-constitucional para sua ação.

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