O Supremo Tribunal Federal (STF) decide besta terça-feira (24), em reunião da primeira turma, se o ex-ativista italiano Cesare Battisti pode ser extraditado do país. Em sua defesa, existe uma carta de Priscila Luana Pereira, companheira do italiano, endereçada nessa segunda-feira (23) à presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia.

Cesare Battisti está no país desde 2004, sendo que, em 2009, o próprio STF decidiu por sua extradição à Itália. No entanto, na ocasião, os ministros passaram a decisão final ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em seu último dia de mandato, em 31 de dezembro de 2010, decidiu pela permanência de Battisti em solo brasileiro.

Como o ex-ativista tem filho menor de idade e, segundo decisão da própria corte, estrangeiro nenhum nessa condição pode ser extraditado, Luana resolveu apelar escrevendo uma carta de próprio punho declarando, entre outras coisas, estarem passando dificuldades de convívio com outros moradores da cidade onde residem, em Cananeia, litoral de São Paulo.

Segundo ela, o filho, de 4 anos de idade, é muito apegado ao pai. "É difícil esclarecer a ele sobre essas condições que nos limitam. Nesses últimos dias, em contato com o pai apenas por telefone, ele pede explicação do porque o pai não está em casa", declara Luana.

"Humildemente, faço um apelo à Vossa Senhoria para que permita que Cesare continue neste país como lhe fora permitido outrora, para que tenha o direito de continuar exercendo sua paternidade de maneira integral e pelo direito de nosso filho poder crescer num lar amparado por ambos os pais", finaliza.

A Advocacia Geral da União (AGU) entrou com um pedido no Supremo solicitando que o presidente Michel Temer possa ter o direito de extraditá-lo, como pede a Justiça italiana. Pesa agora contra Battisti o fato de ele ter sido preso, no início deste mês, na cidade de Corumbá (MS), por, segundo a Polícia Federal, tentar de deixar o país rumo à Bolívia.

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Governo

Battisti foi detido com mais de R$ 20 mil em moeda estrangeira (euro e dólar), junto com amigos, dentro de um táxi boliviano.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, dias depois de sua detenção, Battisti informou que não sabia que o shopping ficava em outro país. Segundo ele, iriam apenas fazer compras. Afirmou ainda que sua extradição por parte do Governo brasileiro é o mesmo que condená-lo à morte.

A decisão sobre a possibilidade de extradição vai ser analisada pelos ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Alexandre de Moraes e Luiz Fux, relator do caso.

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