Na tarde desta última quarta-feira (25), mais um caso de descaso na área da saúde pública veio à tona no país. O lamentável caso ocorreu na cidade de Rondonópolis, localizada a cerca de 200 quilômetros de Cuiabá, no Rio Grande do Norte e teve como protagonista um pai desesperado para que seu filho fosse atendido o mais rápido possível pelos médicos e profissionais da saúde que se encontravam no local.

Não recebendo o tratamento devido e se sentindo humilhado pelo descaso com que foi tratado, o mesmo iniciou a filmagem de um vídeo, no qual os profissionais que lá se encontravam eram flagrados em atividades que em nada correspondiam com o ambiente de trabalho.

Causando um certo alvoroço no local após a intimidação dos agentes de saúde, o pai que aguardava para que o filho fosse atendido foi abordado e detido pela Polícia Militar, que fora chamada ao local por duas funcionárias do hospital.

Pai indignado com a demora no atendimento do filho filma funcionárias de hospital vendo roupas durante o expediente

Inconformado com a demora no atendimento do filho em um hospital infantil da cidade de Rondonópolis, o auxiliar de logística, Alcindo Valter Palhano Nogueira, de 31 anos de idade, procurou saber o motivo de tanta demora por parte dos profissionais da saúde e se deparou com um total descaso.

Buscando localizar as pessoas que dariam o primeiro atendimento ao menino, Alcindo se deparou com duas funcionárias conversando enquanto viam roupas deixadas por uma vendedora no hospital.

Consternado com a situação que acabara de presenciar enquanto o filho e outras demais crianças aguardavam ser atendidas no hospital, o homem munido de um smartphone começou a filmar as funcionárias realizando outras atividades que em nada têm relação com o trabalho e durante a gravação, foi abordado por uma funcionária que o criticou amplamente pelo que estava fazendo.

Após filmar funcionárias batendo papo e fazendo compras, pai é detido pela Polícia Militar

Despertando a fúria das funcionárias flagradas escolhendo roupas em horário de expediente, o auxiliar de logística, após a gravação do vídeo, foi detido por policiais militares, chamados pelas próprias funcionárias flagradas no vídeo pelo pai que aguardava para que o filho fosse atendido.

Após prestarem depoimento na Delegacia de Rondonópolis, as duas enfermeiras que acionaram a polícia relataram que Alcindo invadiu a sala de pronto atendimento fazendo-lhes ameaças e dizendo o seguinte: ''Vocês não sabem com quem estão se metendo''.

Em contrapartida, Alcindo revelou ter apenas filmado o que ocorria enquanto esperava o filho receber atendimento e que estava sendo vítima de calúnia por parte das enfermeiras. Afirmando que procurará a Justiça, ele ainda declarou já ter um advogado.

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