Um caso extremo de agressão contra a mulher ganhou destaque em todo o estado da Bahia nesta última semana. Uma mulher de 28 anos foi colocada em cárcere privado pelo próprio companheiro durante sete dias na cidade de Salvador. Neste tempo, o homem a espancou, torturou e a estuprou.

Ela concedeu entrevista à TV local e contou detalhes dos terríveis momentos o qual ficou sob o poder do acusado, que foi preso na última quinta-feira (5).

Baiana sobreviveu a sessões de tortura aplicadas pelo próprio companheiro

Na entrevista, ela contou que recebia vários socos e chutes.

Publicidade
Publicidade

O que mais chocou foi quando ela confessou que o homem tentou introduzir um rolo de macarrão por várias vezes em seu órgão sexual, porém só não concluiu porque ela se debatia a todo o tempo pedindo por socorro. Com os gritos da mulher, o homem passou a espancá-la com o rolo de macarrão.

A mulher, que não teve o nome divulgado, ainda contou que o companheiro tentou por várias vezes sufocá-la usando sacolas de supermercado, além de ter tentado também com fios de eletricidade.

Operadora de telemarketing desabafa após passar os sete piores dias de sua vida

O homem ainda obrigou a vítima a enviar mensagens para familiares e amigos, confessando que estaria junto ao companheiro e que o amava, por isso teria reatado o relacionamento. Segundo ela, os dias foram semelhantes aos de filmes de terror.

Ela contou ainda que os vizinhos em momento algum conseguiram perceber o que estava ocorrendo dentro da residência. “Não dava para ouvir nada.

Publicidade

Quando ele me torturava, colocava o som no maior volume para que meus gritos fossem abafados, eu só conseguia chamar por Deus para que ele me tirasse dali”, contou.

Somente ao fim do sétimo dia ela conseguiu fugir da residência. “Eu estive com tanto medo, que não conseguia enxergar que mesmo estando trancada eu poderia abrir a porta por dentro e sair. Porém neste dia, eu esperei que ele saísse. Lembro que ele ainda me pediu para que limpasse as marcas de sangue que havia ficado ao chão quando ele me violentou.

Só esperei ele sair, eu abrir a porta e pulei o muro. Sair pedindo por socorro e fui levada para um hospital pois estava sem conseguir respirar direito”, relatou.

A mulher conviveu por cinco anos com o acusado, porém, neste tempo, por quatro vezes precisou sair de casa por conta das agressões sofridas. Em todas as vezes, ela procurou auxílio junto à polícia. “Eu o amava, ele me ligava, insistia que eu voltasse, falava em arrependimento, que iria recomeçar, e aí eu acabava dando a oportunidade e retornava para ele”, contou.

Publicidade

Hoje, a operadora de telemarketing não consegue dormi direito, pois sempre tem a sensação de que algo ruim vai lhe acontecer. Familiares e amigos têm a auxiliado na recuperação.

Leia tudo