Um acontecimento chamou a atenção da pequena cidade de Restinga, no interior de São Paulo. Em uma escola pública infantil da cidade, mães acusaram uma professora de punir seus alunos colocando-os em sacos de lixos, fechando a boca e pedindo para os demais alunos da sala contarem até 10 ou o castigo poderia durar até a criança chorar.

As denúncias foram levadas ao Conselho Tutelar da cidade e a Polícia Civil, que instaurou inquérito para investigá-las.

De acordo com as mães, os alunos começaram a demonstrar vontade de não comparecer às aulas. Após muita insistência, começaram a relatar que o motivo principal era a punição estipulada pela professora do maternal 2. O caso ocorreu na Escola Municipal de Ensino Básico Célia Teixeira Ferracioli. As crianças, que têm entre 3 e 4 anos, pediram as mães que não as levassem mais para a escola.

A prefeitura de Restinga afastou a professora, até que a Polícia Civil ouça aos envolvidos.

Também foi aberto processo administrativo e ao menos 3 servidoras estão responsáveis por acompanhar o caso. De acordo com a Portaria nº 494 emitida pela prefeitura, a Comissão terá o prazo de até 60 dias para concluir a apuração dos fatos e elaborar o relatório final. Em um primeiro levantamento, 2 mães levaram queixa a Polícia Civil, porém o caso pode ter afetado ao menos uma terceira criança.

De acordo com Rui Engracia Garcia, advogado da professora, tais punições não ocorreram aos pequenos alunos.

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O motivo pelo qual as denúncias surgiram devem-se ao fato das crianças terem sido repreendidas em sala por falta de respeito frente aos demais colegas de turma. Uma das crianças teria urinado em outro aluno, enquanto o segundo aluno ficava mostrando sua genitália. As mães foram chamadas a escola para terem conhecimento desses acontecimentos. Dias após terem ido à escola, as mães abriram queixa contra a professora que apontou as atitudes indecentes dos alunos.

Ainda de acordo com o advogado da professora, a sala de aula tem câmera e não aparece nada. Se tivesse acontecido fora da sala, outros funcionários teriam visto. A Polícia Civil teve acesso as imagens da sala, porém não encontrou cenas da professora castigando os alunos, como citado pelas mães. Outro fato já confirmado pela Polícia Civil é que as mães entraram em contradição. Em um dos depoimentos, as crianças teriam sido punidas dentro da sala.

Já em outro depoimento, as punições ocorriam nos corredores da escola, local em que não existem câmeras.

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