A empresa Unilever publicou um vídeo em seu canal oficial no dia 6 de outubro e está repercutindo muito na internet. O vídeo é uma homenagem ao Dia das Crianças e tem o título: 'Comunicado Urgente para os pais e mães', o seu conteúdo da propaganda é sobre o slogan da marca OMO que diz que se sujar faz bem.

Mas por que a propaganda vinculada pela OMO nas redes sociais gerou tanta polêmica?

Porque nas linhas do comunicado estão escritas as palavras: clichês de gêneros, diversidade e liberdade. O vídeo foi assistido por mais de 820 milhões de pessoas, tem 27 mil likes e 213 mil deslikes e mais de 37 mil comentários.

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Se a intenção da Unilever era chamar a atenção, o pessoal do markenting está de parabéns, só que não. A atenção que eles chamaram foi totalmente negativa.

Dos 37 mil comentários, a maioria são negativos, pois acusam a empresa de estar querendo influenciar as crianças ao homossexualismo e mudança de sexo. A maioria dos comentários tem as palavras ‘fora Omo’, ‘vamos boicotar a Omo’.

Famosos são contra propaganda

Alguns Famosos se pronunciaram nas redes sociais sobre o assunto e deixaram a opinião contrária à propaganda.

Um deles foi o ator Sandro Rocha que opinou contra a Unilever e disse que a empresa está querendo ensinar os pais criarem seus filhos. O cantor Kiko do KLB disse em suas redes sociais que isso é coisa do anticristo, depois ele apagou os comentários.

A campanha não trazia nada demais

A propaganda é apenas um alerta aos pais, que deixem as crianças brincarem com o brinquedo que elas quiserem. Meninas podem brincar com bonecas, mas podem brincar de carrinho, de fantasia ou com dinossauros. Meninos não precisam ser super-heróis ou ter lindos automóveis, eles podem ser papais e trocar as fraldas de bonecas ou brincar de cozinha.

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A intenção da empresa, como eles publicaram posteriormente nas redes sociais, não foi apologia ao homossexualismo, foi apenas alertar os pais que mais importante que a brincadeira é o acompanhamento dos pais e o direito das crianças brincarem e se sujarem livremente.

Na vida adulta, as pessoas não são apenas meninos ou meninas. No mundo moderno, não vemos apenas as mães cozinhando e alimentando os filhos, os pais estão dividindo as tarefas com as esposas. Também não vemos apenas os homens dirigindo ou trabalhando em serviços pesados, muitas mulheres que trazem o sustento para casa.

A Unilever não tem o direito de ensinar os pais a criarem os filhos, mas tem o direito de se pronunciar contra o machismo que é imposto nas brincadeiras divididas de menino e de menina. A empresa tem o direito de dizer que não há mal nenhum um menino brincar de boneca ou uma menina brincar com ferramentas, que isso apenas alimentará o futuro dessas crianças.