Os brasileiros estão em choque desde a manhã desta quinta-feira (5), quando o vigia Damião Soares dos Santos, o Picolé, ateou fogo em um centro de educação infantil na cidade de Janaúba, interior de Minas Gerais. O ato impensado, que ainda está sob investigação, provocou a morte de cinco crianças, de uma professora e do incendiário, que se suicidou no local. Os ecos da tragédia ainda ecoam por todo o país e a opinião pública tem se mobilizado de várias formas para pedir justiça e clemência.

Nas redes sociais, o assunto tem dominado as listas de discussão e ganhado também a adesão de grupos de oração, que clamam a Deus por piedade e conforto às vítimas da tragédia. No Facebook, o grupo Mães Que Oram Pelos Filhos, ligado a fiéis católicos, veiculou um post em homenagem às vítimas que viralizou nas redes sociais, com os dizeres: "Quando uma mãe perde um filho, todas as mães do mundo perdem um pouco também".

Rapidamente, a mensagem se espalhou pela rede social, alcançando mais de 57 mil compartilhamentos, ultrapassando os 10 mil likes. Nas centenas de comentários, muitas mães se solidarizaram com as vítimas, postando mensagens de conforto aos vitimados pela tragédia.

"Deus receba em sua glória essas vítimas e conforte os corações das mães, pais e familiares... Pedimos ao Senhor a sua misericórdia diante de tanta dor...", escreveu uma internauta.

"Sinceramente, sem palavras. Conforto sobrenatural a essas pessoas, mães , pais, .... familiares....", escreveu uma outra seguidora da página. "Meu Deus pai misericordioso tende piedade destas famílias.E inimaginável a dor destas pessoas", postou uma terceira.

Vítimas falam sobre o horror vivido em tragédia

Em entrevista ao portal G1, familiares de alguns sobreviventes relataram o horror vivido diante do incendiário suicida, em uma manhã que ficará marcada para sempre na vida dessas pessoas.

Uma das sobreviventes é Maria Rita Barbosa Souza, de cinco anos. A mãe da menina contou à reportagem que chegou ao local da tragédia e encontrou a filha sufocando. "O fogo já estava apagado, também fiquei sufocada procurando ela, e encontrei ela no cantinho", revelou a mãe da garotinha, Rosângela Souza Barbosa, de 38 anos.

A sensação de alívio também marcou a mãe do menino Kaio Phierre dos Santos, de 2 anos e 11 meses, que também sobreviveu à ação do incendiário Picolé. Andrea Rodrigues Monção, de 33 anos, chegou ao local da tragédia desesperada, em busca do filho, pois tinha recebido a informação que havia vários meninos mortos por lá.

O desespero foi substituído pelo alívio, já que Andrea chegou à creche e viu o filho sentado no chão chorando, ainda assustado por causa da ação do vigia, que correu atrás das crianças "cheio de fogo".

Relembre como tudo aconteceu: Picolé começou ato incendiário pela cozinha da escola

O ataque ao centro educacional aconteceu na manhã de quinta-feira (5), quando o vigia noturno, conhecido como Damião Picolé, chegou ao local da tragédia de motocicleta.

Após uma funcionária abrir a porta, Picolé adentra a escola de capacete e com uma mochila nas costas. O vigia então se dirige à cozinha do estabelecimento, joga álcool em outra funcionária e ateia fogo nela, com um fósforo. A mulher consegue se desvencilhar e sai correndo em busca de socorro.

Logo depois, Picolé coloca fogo em duas salas de aula que estavam ocupadas por alunos e professores em aula. Após fazer tudo isso, o vigia se mata.

No momento do ataque, havia 75 crianças dentro da escola e 17 funcionários. A ação sanguinária provocou a morte de 7 pessoas (incluindo Picolé) e feriu outras 38 - das quais, 22 crianças e 16 adultos.

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