Nos últimos anos, o governo do Distrito Federal mandou derrubar igrejas evangélicas sem nenhuma notificação. A medida, ordenada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), é vista como intolerância religiosa pelos líderes evangélicos.

Os tratores do Governo do Distrito Federal chegam e simplesmente destroem com a igreja em poucos minutos. Segundo o advogado da Assembleia de Deus Madureira, Daniel de Castro, a equipe com tratores chegou sem ao menos dar tempo para qualquer explicação ou telefonema para tentar impedir.

Os fieis são pegos de surpresa e a tentativa de salvar objetos de dentro das igrejas é impedida com truculência da polícia. “Quando o governo pega as igrejas e começa a patrocinar as derrubadas, a posição de Justiça deixa de existir e se torna a própria justiceira. Essa atitude de justiceira acaba sendo seletiva, de modo que acaba se tronando uma perseguição religiosa. O Congresso precisa ficar atento para isso, pois essa turma do poder não gosta muito de igreja”, disse o advogado.

Senador Magno Malta se manifesta

Diante do caso, o senador Magno Malta (PR-ES), integrante da bancada evangélica no Congresso, decidiu se pronunciar fazendo duras críticas a ação autorizada pelo governador Rodrigo Rollemberg: “É perseguição a quem prega valores!

Essa turma não gosta das coisas de Deus. Fomos senadores juntos, o governador é um lutador ferrenho, afirmo que ele é um dos maiores defensores da ideologia de gênero.”

Pelo menos nos últimos três anos foram demolidas 32 igrejas em todo o Distrito Federal, a maioria evangélica. Segundo a defesa dos religiosos, sem notificação e muito menos negociação. Os advogados alegam que o governo do Distrito Federal não respeita nem as liminares da Justiça para suspensão das derrubadas.

“Eu acho que o governo do Distrito federal tem que voltar atrás e ver que isso não prospera, que isso é algo errado”, disse um popular.

“De certa forma, isso acaba sendo uma atitude arbitraria do governador, que, ao invés de tentar regularizar as áreas das igrejas, derruba”, comentou outro.

O governo nega qualquer tipo de perseguição e convocou os líderes religiosos para uma reunião. Ficou acertado que não haveria nenhum tipo de derrubada sem notificação ou tentativa de acordo. Mas as igrejas alegam que um templo acabou sendo demolido logo após as negociações.

O senador Magno Malta concluiu dizendo que o governador nunca teve palavra e não seria em meia hora de conversa que teria.

Ele ainda disse que o Governador poderia ter dado gargalhadas dos líderes religiosos após a reunião, pois, no dia seguinte, ordenou que uma nova igreja fosse derrubada.

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