No final da tarde da última terça-feira (7), na cidade de Itabira, no estado de Minas Gerais, aconteceu um manifesto histórico, onde um grupo de manifestantes formado por centenas de cristãos itabiranos, vários líderes religiosos e políticos vestiram-se de branco, e protestaram pelas principais avenidas do Centro da cidade num movimento denominado “Marcha da Inocência”. Esse manifesto foi coordenado por várias igrejas evangélicas e pelo vice-presidente da câmara de vereadores de Itabira, o pastor André Viana, que é autor do projeto de lei que foi aprovado por unanimidade pelo legislativo, onde preconiza “o respeito dos serviços públicos municipais à dignidade especial das crianças e adolescentes”.

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Em sua fala, o parlamentar citou os recentes casos de que ele denomina de “sexualização infantil”, onde as crianças estão sofrendo bombardeios de erotização, e que isso está causando muita polêmica não só em Minas Gerais, mas também pelo Brasil afora.

André Viana, no período da votação do projeto de lei, usou a tribuna da casa legislativa e expôs suas ideias, ilustrando seus comentários com slides contendo fotos de exposições artísticas realizadas pelo país, além de materiais distribuídos em instituições de ensino públicas.

De acordo com o parlamentar, as escolas estão sendo transformadas em “centros de doutrinações”. “Crianças não são adultos pequenos, e por isso temos que protegê-las. Escolas são para ensinar, não para promover a sexualização e erotização das crianças”, disse ele.

O vereador se posicionou, ilustrando com imagens das recentes propagandas e exposições de artes polêmicas envolvendo crianças.

A passeata contou também com a presença e apoio de líderes religiosos de várias igrejas evangélicas, além políticos como o vereador Jair Di Gregório (PP) de Belo Horizonte, vereador Pastor Carlinhos (PMDB) de João Monlevade e do deputado estadual Léo Portela (PRB) da bancada evangélica da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Na Marcha da Inocência, o grupo de manifestantes vestidos de roupas brancas e segurando cartazes protestando contra a pedofilia, em alto e bom tom gritavam exigindo que respeitem as famílias e boicotem os programas da emissora fluminense Rede Globo.

Durante o protesto, foram destacados vários pontos sobre a ideologia de gênero, onde os manifestantes bradaram que menino nasce menino e menina nasce menina.

Conforme André Viana, a marcha não tem cunho político ou pessoal.

Ainda segundo o pastor, a passeata não é de cunho pessoal, não é política e nem religiosa, mas é uma bandeira que todos podem abraçar a causa em defesa das crianças e da família.

O parlamentar afirmou que apoia a causa porque ela é importante para a proteção das crianças contra os ataques da pedofilia, da erotização infantil e outros. Ele ainda ressalta dizendo essa luta demonstra que em Itabira as crianças têm proteção e respeito.