Uma garota de 17 anos, que não teve a sua identidade revelada, resolveu denunciar seu pai ao Conselho Tutelar por sofrer abusos deste os 6 anos de idade. O caso foi comunicado ao Ministério Público e a Polícia Civil, que prendeu o pai da garota nesta quarta-feira, dia 9, na cidade de Jucás, região centro-sul do Estado do Ceará.

Segundo informações do delegado, Thiago Paixão da Silva, responsável pelo caso, existem fortes indícios de que o pai estuprou a filha durante 11 anos, e que por isso a prisão do mesmo deve ser mantida.

Entretanto, a Família não concorda com a denúncia, nega o crime, e por esse motivo a adolescente acabou sendo rejeitada.

Thiago disse que a jovem sofria abusos do pai desde que tinha apenas 6 anos de idade. Além dos abusos, sofria pressão psicológica e ameaças para que não comentasse sobre o que acontecia. O delegado disse ainda que o depoimento da jovem foi emocionante. Ela informou que sofria todos os tipos de abusos e que existem detalhes que não são possíveis descrever.

O Conselho Tutelar da cidade de Jucás informou que o pai às vezes amarrava a filha na cama, para praticar os abusos.

O delegado Thiago Paixão conta que um inquérito foi aberto para investigar o caso. Já foram ouvidas diversas testemunhas, e que por isso a juíza da comarca entendeu que existem indícios suficientes para a expedição do mandado de prisão do suspeito. Ele espera que essa prisão seja mantida por muito tempo.

A família nega o abuso e rejeitou a jovem

O homem denunciado e sua mulher negam os crimes de estupro contra a jovem, por isso, logo após a denúncia, a garota foi rejeitada pela família.

O Ministério Público informou que um grupo que está prestando assistência à adolescente solicitou acolhimento institucional para a mesma, ao saber da rejeição.

Thiago Paixão lamenta que normalmente, em casos de estupro, surge uma vitimização secundária da família, o que cria uma enorme barreira, que dificulta as denúncias e investigação desses tipos de crimes. Além disso, já existe um grande receio por parte da vítima em relatar o caso, principalmente quando o autor do crime é um parente próximo.

O delegado orienta ainda que, apesar de no caso em questão a jovem ter procurado o Conselho Tutelar de Jucás para que lhe ajudasse com a denúncia, a polícia está aberta para receber as denúncias sobre esses tipos de casos e que, além da vítima, qualquer pessoa que testemunhe abusos pode denunciar.

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