Ademir Lúcio Ferreira, de 55 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira, dia 13, acusado de sequestrar e matar a menina Thayná, que estava desaparecida desde o dia 17 de outubro, e prestou depoimento na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo informações de José Lopes, delegado que está à frente do caso, Ademir teria uma mente muito criativa, e passou aproximadamente 3 horas de seu depoimento, que terminou por volta das 23 horas de ontem, tentando convencer que a menina Thayná o seduziu e que depois disso tentou fugir, sofreu um acidente e faleceu, e que ele ficou desesperado e fugiu por medo.

No depoimento, Ademir disse que não possui arma de fogo, e que sua principal arma é a sua mente. José Lopes informou que para tudo o que era foi questionado, era montada toda uma história para tentar convencer a Polícia e que esses são os piores tipos de pedófilos.

O suspeito foi preso nesta segunda-feira, pela polícia do Rio Grande do Sul, numa pensão localizada na Rua Comendador Manoel Pereira, em Porto Alegre. No início da noite, Ademir foi encaminhado para o Espirito Santo, local do crime, e além do depoimento realizou exame de corpo de delito e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Viana.

No Centro de detenção, ficará separado dos demais presos, mas junto com os outros que cometeram crimes parecidos.

Em um vídeo feito pelos policiais logo após a prisão em Porto Alegre, Ademir disse que ofereceu carona para Thayná, no dia 17 de outubro e que lhe ofertou R$ 50, para que menina mantivesse relações com ele, e que após a proposta ela teria aberto a porta do carro e saiu correndo em direção a uma lagoa, que ele foi atrás para tentar pegá-la, mas que ela afundou muito rápido e não deu tempo de socorrê-la.

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Ele informou que ela se afogou e que foi um acidente.

Um exame de DNA está sendo realizado, em uma ossada encontrada na sexta-feira, dia 10, próximo de uma lagoa na cidade de Viana, que seria o local onde Ademir utilizava para cometer seus crimes. Clemilda de Jesus, mãe de Thayná, coletou amostra de material no Departamento Médico Local (DML), para realização do exame. Material do suspeito também deve ser coletado.

Ademir ainda se recusou a dar entrevista, e com sua cabeça baixa o mesmo informou apenas que seu depoimento era em juízo, que tem advogado e conhece seus direitos, reforçou ainda que não matou Thayná, e que ele tem que se justificar apenas para a Justiça, e não para a sociedade.

O suspeito pelo sequestro e morte de Thayná também é suspeito de estuprar outra garota, de 11 anos, que também reside no bairro onde Thayná morava, e além disso o mesmo possui 22 registros na polícia do Rio Grande do Sul, por extorsão, estelionato, receptação e ameaça.

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