O deputado federal Paulo Maluf, (PP-SP), resolveu se entregar nesta manhã de quarta-feira (20), à Polícia Federal, em São Paulo. O parlamentar foi condenado em maio por lavagem de dinheiro e recebimento de Propina das empreiteiras Mendes Junior e OAS. Tudo ocorreu durante o seu mandato de prefeito de São Paulo (1993-1996), mas sua condenação só veio ocorrer em maio deste ano. Maluf chegou à sede da PF às 9 horas, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

Procurado pela Interpol

Diante da lentidão da Justiça Brasileira, Paulo Maluf também era procurado pela Interpol.

O acusado estava incluído no sistema de alerta vermelho pela procuradoria geral de Nova York, em decorrência do mesmo escândalo. A ordem de prisão era válida para 181 países. De acordo com a procuradoria de Nova York, parte do dinheiro desviado passou pelo sistema bancário norte-americano até chegar ao paraíso fiscal de Jersey.

Prisão de Paulo Maluf

Após 10 anos de investigação, Maluf foi condenado em maio deste ano pela 1ª turma do STF por 4 votos a 1.

O deputado era acusado de lavagem de dinheiro e recebimento de propinas. Maluf usou de recursos ilícitos para movimentar milhões em contas nas Ilhas Jersey, durante a construção da Avenida Águas Espraiadas, atualmente chamada de Avenida Roberto Marinho. Além dos desvios, Paulo ainda é acusado de recebimento de propina das empreiteiras Mendes Junior e OAS. As investigações se estenderam por 10 anos, mas o Supremo Tribunal Federal só assumiu após sua eleição como deputado federal.

Justificativa de defesa recusada por Fachin

A defesa de Paulo Maluf pretendia usar o voto a favor do réu como justificativa para apresentar recurso no plenário. No entanto, Fachin recusou o argumento afirmando que o recurso é "manifestamente incabível".

Por meio de nota, o advogado de Paulo Maluf, Antonio Carlos de Almeida Castro, ou Kakay, como é conhecido, criticou a decisão de Fachin. O advogado ainda afirmou que irá recorrer a presidente do STF, a ministra Carmem Lúcia, para que reverta a decisão.

"Essa decisão do ministro Fachin vem ao encontro deste momento punitivo e dos tempos estranhos pelos quais passamos. Confiamos que a presidência do tribunal devolverá o direito do deputado de ver o seu recurso ser analisado pelo pleno do Supremo", afirmou Kakay.

Diante disso, Paulo Maluf irá cumprir pena de sete anos de prisão, em regime fechado. Os advogados entraram com recursos para reduzir a pena, porém, Fachin não viu cabimento nos recursos.

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