Alan Duarte é boxeador profissional e já pratica o esporte há cerca de 13 anos. Já participou de várias lutas, segundo ele, 54, onde ganhou 42 e perdeu só 12 delas. Confira como foi a trajetória do lutador e qual foi o motivo de ter iniciado um projeto que deu tão certo.

Sua história

Alan foi criado pela avó, pois a mãe era faxineira e ficava o dia todo fora, e o pai nunca foi presente em sua vida. Em 2012, ele passou por um momento muito difícil, perdeu seu irmão mais velho baleado no Complexo do Alemão.

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Seu irmão era como um pai para ele, por isso foi algo que teve grande impacto em sua vida, apesar de não ter sido o primeiro parente a ser morto a tiros. Na verdade, ele foi o nono da lista. O último dos 10 que morreram, foi um primo de apenas 12 anos, que estava envolvido com facções.

Após a morte de seu irmão, ele diz ter sentido que tinha que fazer algo para ajudar os jovens de sua comunidade. Criou então o projeto “Abraço Campeão”, onde dá aulas gratuitas para todos os jovens que moram em sua comunidade.

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Tendências

Amigos, vizinhos, e pessoas da comunidade pediam vídeos para saber como estava indo o progresso do projeto feito por ele, e então Alan teve a ideia de convidar seu amigo pessoal, Ben Holman, para ajudar nas gravações, pois além de boxeador, ele também era produtor de filmes.

Ben fez um trabalho magnífico contando a história de Alan, em um filme chamado “A vida é uma luta” (The good fight), que fez o maior sucesso em festivais pelo mundo inteiro.

Produção do filme

Ben não tinha os equipamentos adequados para uma boa qualidade de filme no meio do Complexo do Alemão, mas os próprios moradores da comunidade ajudaram a dar um jeito para que as filmagens ficassem boas.

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Na hora de gravar cenas que precisavam ter movimentos, usaram uma cadeira de rodas, e para filmar cenas do complexo, usaram o teleférico.

Alan conta que muitas vezes tiveram tiroteios perto dos locais das gravações, e isso tudo é mostrado no documentário.

A mãe do lutador também deu entrevistas durante as gravações, e ele conta que foi muito difícil convencê-la a gravar, pois ela é muito dura. Ela diz em uma de suas falas, que não criou filho para levar tapa na cara, e ele por sua vez, só responde que faz o que gosta, e ela termina dizendo não ser problema dela.

Após seis meses filmando, Ben contou com a ajuda de uma agência publicitária “Mother”, que fica na Inglaterra, para concluir o trabalho. Foram eles que arrumaram contatos para fazer a finalização do filme.

O filme fez uma tour em 2017 por 10 festivais, e até agora venceu prêmios de melhor documentário curto, em Nova York e em Los Angeles, de melhor documentário estrangeiro em Atlanta, e mais dois prêmios em Milão e Nevada.

O que achou da trajetória de Alan e de suas conquistas atuais?

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