O Brasil, segundo dados divulgados pelo IBGE, tinha em média 11,8 milhões de analfabetos em 2016. Isto representa 7,2% da população brasileira de 15 anos para cima. Essa taxa cresce entre negros e pardos somando 9,9%, sendo o dobro da taxa de pessoas brancas, que chega a 4,2%.

Esses dados são partes do módulo de Educação da Pnad Contínua, uma pesquisa de caráter domiciliar abrangendo todo o território brasileiro. Os dados compilados pelo IBGE tiveram ampliação em comparação com pesquisas anteriores.

Por exemplo, a pesquisa por raça ou cor é feita pela primeira vez, e através dela ficou demonstrado que os brancos têm, com muita mais facilidade do que os negros, acesso à educação no Brasil. Entre as gerações mais antigas o índice de analfabetismos é ainda maior. Pessoas de 60 anos para cima têm uma taxa expressiva de analfabetos, chegando a 20,4% em média, cerca de 6,07 milhões de pessoas.

Foi comprovado através desta pesquisa que as diferenças raciais também estão presentes nas idades avançadas, entre os negros a taxa é de 30,7%.

Helena Oliveira, pesquisadora do IBGE, declarou que a pesquisa demonstrou que o Brasil ainda continua tendo dificuldade de oferecer acesso à educação dentro das camadas mais pobres.

Isto é demonstrado nas regiões maiores. Por exemplo: no Nordeste, o índice de analfabetismo entre as pessoas de 15 anos para cima é cerca de 14,8%; já no Sul do país é 3,6%; e na região Sudeste, 3,8%, mostrando que a taxa é quatro vezes menor.

Mais da metade da população de 25 anos ou mais completou o ensino fundamental, apenas 29,7% finalizaram o ensino médio.

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Educação

Segundo a pesquisa, o brasileiro possui apenas oito anos de estudo, o que equivale ao ensino fundamental incompleto. Brancos têm a média de nove anos de estudo, negros e pardos apenas sete. E o ensino fundamental ao médio só se completa em um período de doze anos de estudos.

Dentre a população brasileira, as mulheres são as mais escolarizadas, possuindo em média cerca de 8,2 anos de estudo. Os homens têm uma média de 7,8 anos. O principal motivo apontado pelos que não estudam é: entre as mulheres é a necessidade de cuidar de parentes e entre os homens é o trabalho.

Mesmo com esses dados negativos, o Brasil atingiu a meta do Plano Nacional de Educação, que era oferecer universalização do acesso para as crianças entre 6 a 14 anos de idade até o ano de 2016. A pesquisa mostrou que 99,2% das crianças nesta faixa etária estavam estudando e ativas nas escolas.

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