Tira do plástico, abre o documento, faz uma cópia, dobra de novo o documento, coloca no plástico e de volta para a carteira, sobre onde se senta e levanta o dia inteiro. De tanto que esses procedimentos são repetidos, o papel da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) cria “orelhas”, se desgasta, rasga, fazendo-a se parecer com um pergaminho.

Até 2019, isso passará a acontecer com menor frequência: baseando-se em um estudo feito pela Universidade de Brasília (UNB), a CNH será mudada mais uma vez.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) revelou no dia 5 de dezembro o novo modelo da carteira de motorista, que será semelhante a um cartão de crédito.

Funcionalidades

Por ser um documento oficial com foto e emitido por um órgão público, atualmente, a CNH já é um documento que vale por três: documento de identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e, é claro, carteira de motorista. O que o ministério das cidades pretende com esse novo modelo é ampliar a funcionalidade do documento.

Segundo o ministro Alexandre Baldy, a novidade da CNH que começará a ser emitida em 2018 é que ela dificultará as fraudes, diminuirá a burocracia e terá maior durabilidade. Baldy ainda ressalta a facilidade para se acrescentar e atualizar dados dos motoristas, bem como a fiscalização e a integração com os sistemas de outros países.

Através do cadastramento biométrico no chip e de convênios com órgãos públicos e privados, a CNH poderá ser usada para identificação em bancos, pagamento de transportes coletivos, pedágios e outros serviços, além do controle de acesso a alguns prédios.

Outra novidade é que a tecnologia da CNH será baseada em códigos abertos. Traduzindo: para ter todas essas funcionalidades, ela não precisará de um software ou um aparelho específico. Quer dizer, isso se não for inventada mais uma mudança e a CNH ter de ser trocada novamente.

Mudanças

Só em 2017, já houve um investimento grande com mudanças de layout, itens de segurança, marcas d’água, hologramas, código QR e versão digital para smartphones.

Tudo isso para o modelo ser substituído ao longo dos próximos meses.

A nova CNH será de policarbonato (plástico), terá um microchip e gravação a laser com todas as informações do motorista. A mudança começa em 1º janeiro e o prazo para a adaptação gradativa de todos os Detrans (Departamento Estaduais de Trânsito) é de 1 ano.

Os motoristas que forem renovar, tirar a primeira habilitação ou fazer a 2ª via da CNH já receberão a nova carteira, mas, vale lembrar, a atual continuará valendo até sua data de vencimento.

Os custos para a emissão e renovação do documento com a nova tecnologia ainda estão para ser definidos. Porém, não se espera que seja nada barato, já que nem mesmo as carteiras hoje impressas em papel-moeda o são.

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