As redes sociais brasileiras estão vivendo um momento de profundo debate acerca de Preconceito contra o negro. Primeiro, uma socialite chamada Day McCarthy fez acusações graves e racistas em um vídeo contra a filha negra de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, e o publicou nas redes sociais, para todo mundo ver e se revoltar. Agora, uma garotinha de 9 anos, também negra, acabou sendo humilhada por seus próprios parentes, por causa do seu cabelo. O fato aconteceu na região metropolitana de São Paulo, em Mogi das Cruzes e, de acordo com a jovem que foi ofendida e abusada – ela prestou depoimento em uma delegacia – algumas de suas primas e tias usaram de palavras agressivas e puxaram muito o seu cabelo.

A vítima disse que as tias e primas que estavam abusando dela, cortaram o seu cabelo e ainda zombaram, riram e ofenderam com palavras pesadas a condição do cabelo da garota, que é negra.

"Negrinha de cabelo podre", diz mulheres

A mãe da garota disse que a sua filha sofreu Injúria racial e foi, através dos puxões e dos cortes no cabelo, agredida fisicamente. “A sua mãe não cuida do seu cabelo. Você tem o cabelo podre e nós vamos cuidar”, teriam dito as primas e tias da menina. Além disso, de acordo com o depoimento da mãe, as mulheres ainda ligaram para ela e disseram que a filha dela estava em condições precárias e era uma “negrinha de cabelo podre”. A mãe ouviu abismada as acusações.

As mulheres também disseram que seria um trabalho difícil para melhorar a condição do cabelo da garota, que escutava a tudo sentada na cadeira.

A menina, de 9 anos, disse que estava com o couro cabeludo doendo, de tanto as primas e tias terem puxado o seu cabelo. A mãe da vítima, que pediu para que os jornalistas não revelassem o seu nome e o de sua filha, disse que levou a menina na casa da avó materna e as agressoras colocaram a jovem sentada em uma cadeira, para “cuidar do cabelo dela”, pois, segundo a mãe, as tias e primas disseram que a jovem não tinha os devidos cuidados maternos, com relação à limpeza do seu próprio cabelo.

A menina conta que ficou por muito tempo sentindo dores no couro cabeludo. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial (DP), que está localizado no município. Além disso, também foi feito um boletim de ocorrência (BO). Nele consta a injúria racial, além de lesão corporal. As autoridades que acompanham o caso de perto pediram que a mãe fizesse um exame de corpo de delito na menina, e também orientaram os pais para que no prazo de seis meses representem criminalmente contra as tias e primas que cometeram o crime grave contra a jovem.

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