No dia 13 passado, foi realizado pelo programa social Universal nos Presídios (UNP) um encontro com 100 diretores dos presídios de Minas Gerais. O evento aconteceu no salão do hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, e teve como tema central propostas para a melhoria na ressocialização dos que estão privados de liberdade.

Segundo o Eduardo Guilherme, coordenador da UNP no Brasil, o encontro teve como objetivo cooperar com o sistema prisional de todo o País na reeducação dos presos e oferecendo auxílio aos familiares deles. “Este trabalho que a Igreja Universal está fazendo é de Ressocialização, não evangelístico, e visa ajudar o apenado que está lá dentro sem perspectiva.

Nós temos levado a esses presos oportunidades de trabalho, cursos, além de mostrar para eles que não é o fim, mas o início de uma nova vida, mesmo que seja dentro de um presídio”, explicou Eduardo Guilherme.

O secretário de Estado de Administração Prisional de Minas Gerais, Francisco Kupidlowski, ressaltou a importância do trabalho não apenas para os detentos, como também para os familiares e funcionários dos presídios. “Eu pretendo aumentar ainda mais a parceria e acho que a Universal vai nos ajudar muito nisso, possibilitando que estas atividades laborais aumentem dentro do sistema prisional mineiro”, concluiu Kupidlowski.

A população carcerária brasileira é de 726.712 presos, segundo dados mais recentes do Infopen - Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, divulgado em dezembro de 2017 pelo Ministério da Justiça.

O estudo mostrou que em um período de 26 anos, o país multiplicou oito vezes o número de pessoas na cadeia.

O Brasil está em terceiro lugar no ranking de países que mais encarceram no mundo. Em primeiro lugar vem os Estados Unidos, com 2,1 milhões de presos. Em seguida está a China, com 1,6 milhão de detentos.

Exemplo de ressocialização

Marcos César Datri, de 44 anos, começou na vida do crime muito cedo. De 7 para 8 anos, ele cometeu furto, passando a assalto a mão armada e homicídio e aos 18 anos foi preso. Foi em 1998 que o detento conheceu o grupo UNP e passou a frequentar o espaço de ressocialização, quando estava preso no antigo Carandiru, em São Paulo.

Marcos César participou de aulas de alfabetização, inglês, reuniões espirituais e atividades esportivas.

Depois de um mês participando das ações oferecidas pelo grupo, ele passou a ser voluntário, ajudando no trabalho de evangelização, limpeza do espaço de ressocialização e no auxílio aos pastores e obreiros. “Sou voluntário da Universal há 19 anos. Estou liberto de todos os vícios, mudei a minha forma de pensar e enxergar a vida. Estou casado há 10 anos, tenho quatro filhos e recuperei o respeito deles. Hoje a minha família me vê como um exemplo”, disse Marcos César.

Saiba mais sobre a o programa social

A Universal nos Presídios (UNP) surgiu há mais de 30 anos e tem como objetivo ressocializar os detentos nos presídios masculinos e femininos.

A UNP também realiza trabalhos de evangelização, cursos profissionalizantes, oficinas de artes, sessão de cinema, café da manhã, doações de livros, alimentos e kits de higiene.

Além disso, o grupo oferece apoio aos funcionários das unidades prisionais e às famílias dos detentos, nas portas dos presídios nos dias de visitação. São oferecidas gratuitamente assistência jurídica, doações de cestas básicas, livros, informativos e distribuição de lanches.

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