O juiz Zurich Oliveira Costa Netto, da Vara de Execuções Criminais (VEC) de São José do Rio Preto, autorizou a saída de mais de mil prisioneros para comemorarem o final do ano com seus familiares e amigos. Os presos sairão após o dia 22 de dezembro do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), e irão para as ruas sem o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas ou qualquer tipo de acompanhamento.

Apesar de não precisarem do aparelho para os monitorar, os que não voltarem dentro do prazo, dia 28 de dezembro, serão considerados foragidos.

Nesta sexta-feira, dia 15, foi constatado que o número de presos que sairão será ainda maior. Isso porque o juiz estava analisando mais solicitações, e segundo o VEC, cada caso será analisado individualmente. Sendo assim, mais deles poderão ir para casa. Dos casos já analisados, somente quatro presidiários tiveram seus pedidos negados.

Já no Centro de Ressocialização Feminino (CRF), apenas 56 das presidiárias poderão sair, tendo que voltar ao presídio no dia 27.

Jovens assassinados por detentos foragidos

O problema dessas saidinhas de final do ano são os detentos foragidos. Dados analisados desde 2015 apontam que aproximadamente 494 deles fugiram em Rio Preto.

O caso da morte da jovem Kelly Cristina, que foi assassinada por Jonathan Pereira do Prado, que estava fora da prisão por ter burlado o prazo, chocou o país. Ele pegou uma carona com a garota de Rio Preto até Minas Gerais, Itapagipe.

O cunhado da vítima, Danilo Albertoni, diz ser contra a saída dos detentos antes de cumprir suas penas, por motivos como esse.

Outro caso ocorreu em junho de 2016, quando um delegado foi morto por 2 detentos refugiados.

Problema com os equipamentos de monitoramento

A fornecedora de tornozeleiras, Synergye Tecnologia, estava com dificuldades para corrigir a falha de seus equipamentos, de acordo com o governo de São Paulo, que quis romper os contratos com a empresa.

Tentaram conseguir um novo contrato com uma outra fornecedora, porém a Synergye recorreu seus direitos na Justiça, para não romperem o contrato. O caso parece não ter sido solucionado, o que preocupa a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que ainda não se posicionou sobre o que foi resolvido.

A Polícia Militar tem uma lista dos presos que vão sair com endereços e todas as informações necessárias para contatá-los.

Também são realizados patrulhamentos para vigiar os presos durante o processo de liberdade temporária.

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