O estado do Rio Grande do Norte sofre uma situação parecida com a que o Espírito Santo viveu no início do ano. Há 10 dias sem a presença dos policiais em suas ruas, o RN vive um verdadeiro caos. A sociedade está cheia de medo e apreensiva. Estão ocorrendo constantes arrastões, roubos e assassinatos. Houve um aumento em mais de 50% de mortes neste período. Segundo informações, várias pessoas cancelaram as viagens desse final de ano para o estado.

O presidente da Federação de Câmaras de Dirigente Lojistas do estado, Afrânio Miranda, disse que os empresários estão apreensivos.

Estão até contratando seguranças particulares.

Já foram contabilizados mais de 450 casos de roubos, furtos e arrombamentos. Não há uma média diária especificada, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública.

Os policiais estão aquartelados, e as cidades do Rio Grande do Norte estão apreensivas, só na madrugada de hoje (28), foram 3 arrombamentos registrados em Mossoró. Ninguém tem coragem de sair nas ruas. O comércio está vazio e os donos das lojas estão em pânico.

No centro de Natal, aconteceu um arrastão em lojas de departamento, na última quarta-feira (27).

Os lojistas optaram por não abrir com medo de novos ataques.

Nós temos dois dilemas: um é que os próprios marginais estão aproveitando a facilidade da falta de segurança, outro é que, os próprios policiais jogam medo e pânico na população para tentar atingir o governo. Estamos apertados por todos os lados", conforme pontuou Afrânio Miranda, presidente da FCDL (Federação de Câmaras de Dirigente Lojistas).

Essa situação está deixando os responsáveis pelo turismo preocupados, visto que já começaram os cancelamentos de pacotes turísticos.

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Política

Mortes

Segundo informações do Observatório de Violência Letal Intencional (obvio), desde o início do aquartelamento dos policiais, teve um crescimento de 51% em números de mortes por homicídios, comparando com o mesmo período de 2016. Na primeira semana do aquartelamento, foram registrados 56 homicídios.

No estado, até o dia 27 foram registrados 2.375 assassinatos, 20% a mais que o último ano, que registrou 1.995 mortes.

“Existe uma falta de políticas verdadeiras e efetivas na segurança, o estado sofre com a falta de investimentos, o que piora a situação", declarou o pesquisador da Obvio, Ivênio Hermes.

Reivindicação da PM

Os militares cobram melhorias das condições de trabalho, querem os pagamentos em dia e o 13º. O estado está em débito com os servidores, e o governo afirma que não têm recursos próprios para quitar os débitos.

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