Nesta sexta-feira, 29, em meio às comemorações e preparativos das festas de virada de ano, o presidente da república, Michel Temer [VIDEO], assinou decreto presidencial no qual determinou o aumento do valor do Salário mínimo nacional para o ano corrente de 2018.

O valor do novo salário mínimo nacional estará abaixo da inflação e também estará abaixo dos valores projetados e aprovados pelo Congresso Nacional no orçamento anual do país. Com a medida de restrições o Governo pretende economizar R$ 3,4 bilhões.

Novo valor não corresponde ao que estava no planejamento federal

A medida assinada por Michel Temer será publicada no Diário Oficial da União ainda nesta segunda-feira, 1º de janeiro.

O aumento que o governo concedeu foi da ordem de 1,8%, ou seja, um aumento de R$ 17,00. Hoje o salário mínimo é de R$ 937,00 e a partir de janeiro será de R$ 954,00.

A regra de reajuste do salário mínimo é bastante complexa e leva em conta vários fatores. Dentre os fatores os dois mais importantes são o Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores e o INPC (Índice Nacional Preços ao Consumidor), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Essa regra tem vigor até o ano de 2019, ou seja, existe apenas mais um reajuste com essa fórmula. A fórmula em questão foi sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff no ano de 2012. A expectativa é que a nova fórmula para o reajuste do salário mínimo nacional seja tema de vários debates para os candidatos à presidência da República em 2018.

O decreto presidencial também estabelece o valor mínimo da diária e da hora trabalhada do cidadão brasileiro que será no mínimo R$ 31,80 e R$ 4,34, respectivamente.

Reformas são o objetivo principal do governo Temer

Na busca e com o slogan de colocar o país nos trilhos, o governo federal, liderado pelo presidente Michel Temer, está incansável na busca de aprovações nas reformas que manda ao congresso nacional. Dentre as grandes reformas propostas pelo governo, a primeira vitória foi a reforma trabalhista brasileira, que trouxe maior flexibilidade aos vínculos trabalhistas a uma lei que era inflexível e de certa forma antiga para os novos padrões de vínculo de trabalho. Apesar do sucesso desta reforma, a grande "menina dos olhos" do governo é a aprovação da reforma da Previdência Social. O governo diz que não terminará o mandato sem enviar ao congresso tal medida. O fato é que em ano eleitoral fica difícil os parlamentares votarem a favor de medidas antipopulares como esta.