O motorista que dirigia o carro desgovernado que invadiu o calçadão em Copacabana, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (18), e causou a terrível tragédia que deixou 18 vítimas gravemente feridas, resolveu quebrar o silêncio.

O atropelador, identificado como Antônio de Almeida Anaquim, 41 de idade, que é administrador de empresas, gravou um vídeo pedindo perdão às vítimas que sofreram o atropelamento. Nas imagens, o homem aparece dizendo que não é um assassino.

De acordo com o portal de notícias G1, a reportagem do Fantástico chegou até tentar gravar uma entrevista com Antônio Anaquim, mas ele achou melhor enviar um vídeo com seu depoimento a respeito da tragédia.

A imagens do depoimento do atropelador foram encaminhadas para a Rede Globo de Televisão, que somente divulgou o vídeo no Fantástico na noite desse domingo (21).

O motorista afirma não ser nenhum assassino e que não teve nenhuma intenção tirar a vida de ninguém. Anaquim perdão para todas as pessoas que diretamente sofreram ou estão sofrendo devido à tragédia que provocada por ele. No acidente, o motorista atropelou um total de 18 pessoas, e uma bebezinha, de apenas 8 meses de vida, foi vítima fatal, enquanto as outras 17 ficaram gravemente feridas.

Ele foi autuado pelo crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e provavelmente responderá ao crime em liberdade. Na filmagem que o motorista enviou à emissora, ele aparece dizendo que teve "uma ausência" e que sua consciência só voltou no momento em que os militares o abordaram no carro. Anaquim, que é epilético, conta ainda que quando a pessoa tem uma ausência, ela fica totalmente congelada, e ao se contorcer um pouco para o lado, acaba perdendo completamente a consciência das coisas.

Ele falou que na hora que a consciência dele começou a voltar não estava entendendo nada, pois estava muito grogue. Contou que viu o vidro quebrado do automóvel, dois militares na porta tentando lhe explicar. No entanto, o motorista ainda estava sem entender praticamente nada do que havia ocorrido.

No entanto, Anaquim explicou o motivo que o levou a não informar que sofria de epilepsia ao Detran do Rio de Janeiro (Departamento Estadual de Trânsito), porém não citou que possui multas de trânsito está com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa.

O Detran informou que, durante os exames para carteira de habilitação, o condutor negou que sofria “qualquer doença neurológica", inclusive epilepsia. O formulário preenchido por Anaquim foi exibido no momento em que reportagem da emissora carioca foi ao ar. Nele aparece rasurado o campo onde é perguntado se a pessoa sofre ou não de epilepsia e de igual modo no local onde deveria ter sido informado quais os medicamentos que faz uso.

Não perca a nossa página no Facebook!