O apoio dos brasileiros à pena de morte teve crescimento em recente pesquisa Datafolha. Em nove anos houve uma aprovação maior da população brasileira. Na última pesquisa aferida, realizada em novembro e divulgada nesta segunda-feira (8), 57% dos entrevistados afirmaram que são a favor da aplicação da pena de morte. No ano de 2008, quando a mesma pesquisa foi feita, eram 47% que aprovavam.

Esse é o maior índice de aprovação desde 1991, quando foi feita a primeira pesquisa que tratava da questão.

A pena de morte ainda não é aplicada no Brasil. Ela só é prevista, de acordo com o inciso 47 do 5º artigo da Constituição, em tempos de guerra declarada. Ela só foi utilizada no país quando o mundo viveu a Segunda Guerra Mundial.

Depois de 150 anos, alguns brasileiros foram mortos pela condenação à pena de morte. Isto aconteceu, por exemplo, em 2015, quando Marco Archer e Rodrigo Gularte foram condenados na Indonésia, sendo os primeiros brasileiros a serem condenado à pena capital no exterior.

No Brasil, a última condenação aconteceu em 1861 quando um homem livre foi condenado pela Justiça Civil, na antiga província de Santa Luzia (atual Luziânia) próximo ao Distrito Federal. O Datafolha fez a pesquisa entre 2.765 pessoas com 16 anos ou mais em 192 cidades nos dias 29 e 30 de novembro do ano passado. Apenas 39 % se declararam contrários à punição e 1% demonstraram ser indiferentes e 3% declararam não saber.

A margem de erros da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A população mais pobre é a que mais apoia a pena de morte. Entre os s que recebem até cinco salários mensais o apoio é aproximadamente 58%. Entre os que ganham até dez salários, o apoio é 51%. No caso da classe mais rica, o percentual é de 42%.

As mulheres apoiam menos do que os homens. Entre elas o percentual é de 54%, enquanto no dos homens é 60%.

A faixa etária que declara maior apoio a execução é a de 25 a 34 anos, em que 61% mostraram que são favoráveis. Os idosos são os que menos apoiam a punição, 52%. Os ateus declarados é o grupo que demonstrou o menor índice de apoio à pena de morte, 46%.

Entre Os que seguem as principais religiões no país os números são os seguintes: os evangélicos demonstraram ser os mais reticentes em relação ao tema, 50% apoiam, 45% são contrários e 4% disseram que não sabem e 1% mostraram indiferença.

Os católicos demonstraram que são bem favoráveis à aplicação da punição. Entre os católicos entrevistados, 63% disseram que são favoráveis à pena de morte e apenas 34% disseram que são contra.

Percebe-se que em todas as classes sociais da população brasileira teve um expressivo crescimento de aprovação da pena capital.

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