Um detento acabou morrendo durante o banho de sol no conjunto penal de Eunápolis, Sul da Bahia, na quinta-feira passada (25). O presidiário estava tomando banho de sol quando foi surpreendido por alguns presos armados com uma arma artesanal e outros com barra de ferro. Quando os presos chegaram perto da vítima, pediram para ela se ajoelhar. Em seguida, começaram as agressões.

O detento acabou morrendo após ser espancado brutalmente.

Após o término das agressões, os agentes penitenciários chegaram ao local e encontraram o corpo do homem identificado como Makis de Jesus Santos, de 19 anos. A vítima sofreu graves fraturas. Um médico da penitenciária chegou a ser acionado, mas o preso já estava morto.

Em seguida, uma ambulância do Instituto Médico Legal (IML) compareceu ao local. Os técnicos de necropsia recolheram o corpo do detento, que passou por perícia.

A polícia ainda não sabe informar o motivo do linchamento.

O laudo da morte de Makis apontou morte por traumatismo craniano causado por uma barra de ferro. Alguns policiais foram acionados para tentar identificar alguns presos envolvidos nas agressões.

Os familiares de Makis já foram informados pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. Um dos parentes do detento ficou indignado com a notícia que recebeu.

“Eu não acredito que meu primo morreu na cadeia, onde era para ser um local seguro, pois existem diversos agentes prisionais armados. Eu acho que isso foi armação, pois ninguém interveio nas ações dos detentos”, disse o primo de Makis.

Os agentes prisionais que participaram da ocorrência também se manifestaram sobre as acusações. ''A gente não consegue administrar tudo o que acontece dentro do presídio.

Por isso, existe diversas câmeras de segurança para nos auxiliar''. Ele afirmou que não recebeu nenhum chamado via rádio sobre a briga que estava acontecendo.

Familiares reclamam de agentes prisionais

Algumas mulheres têm reclamado do jeito que os agentes da penitenciária as tratam no dia de visita. ''Quando a gente chega, a comida para os nosso parentes é reviradas, pois eles acham que a gente está escondendo alguma coisa.

Além disso, a gente tem que ficar nua e realizar algumas posições humilhantes para eles saberem se está carregando algo ilegal'', disse a mulher de um dos detentos, que não quis se identificar.

Segundo informações, todas as penitenciárias do Brasil cumpre as normas do regulamento.

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