O detento identificado como Jhonatta do Amaral, de 31 anos, morreu na penitenciária de Iperó, na região de Sorocaba, interior de São Paulo. Segundo informações, Jhonatta havia tentado roubar um bar em Porto Feliz, mas acabou detido pelo dono do estabelecimento. Em seguida, uma viatura da Polícia militar compareceu no local e autuou o elemento em flagrante. Ele estava portando um facão. Em seguida, o acusado foi conduzido para a 24° Delegacia de Polícia de Sorocaba.

O delegado prendeu o suspeito, que foi encaminhado para a Penitenciária de Iperó.

No presídio, o Jhonatta descobriu que estava com HIV, mas não conseguiu informar a mãe sobre a grave doença. Os médicos da penitenciária tratavam o preso, que acabou tendo complicações e entrou em coma.

Diante disso, a mãe do acusado, identificada como Iracema Aparecida França, de 64 anos, foi informada sobre a situação crítica do filho. Antes de a mãe ir visitar o filho no hospital, foi informada que o mesmo não resistiu à doença e acabou morrendo. A morte ocorreu no dia 13 de setembro passado, quase cinco meses após a prisão.

Diante disso, a mulher ficou revoltada e agora correr atrás dos seus direitos. Meses antes, a idosa recebeu uma carta de seu filho, onde dizia que ele estava bem.

''Meu filho foi definhando aos poucos em um ambiente insalubre. Ele só recebeu auxílio médico quando estava em estado grave'', ressaltou a mãe. Ela entrou com uma ação na Justiça pedindo uma indenização de R$ 23,8 mil do Estado pela morte de Jhonatta. ''Vou correr atrás dos direitos do meu filho. Eu só quero justiça'', afirmou Aparecida.

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A Administração da Penitenciária se pronunciou sobre as acusações. Informou que o detento só descobriu a doença depois que passou por alguns exames. ''Nunca houve falta de atendimento médico ao Jhonatta. Ele começou a ser tratado depois que a doença foi descoberta. Tentamos de todas as formas'', ressaltou um porta-voz da penitenciária. Apesar dessa resposta, a mãe do Jhonatta busca na Justiça a indenização.

Situações críticas em alguns presídios brasileiros

Atualmente, todos os presídios do país estão superlotados.

Na maioria das penitenciárias, os detentos se encontram em situação de abandono. Faltam alguns itens de necessidades básicas, como papel higiênico, sabonete e pasta de tente. É recorrente a falta de verba dos presídios.

Além disso, diversos detentos são obrigados a conviver com a falta de limpeza nas celas. Na maioria dos casos, os próprios detentos têm que se virar para limpar o local para dormir.

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