Com 58 anos de idade, um médico ginecologista acabou sendo preso nessa última terça-feira, (23), por ter abusado silenciosamente de muitas das suas pacientes, enquanto fazia exame nelas. A polícia civil de Goiânia conseguiu localizar o suspeito e prendê-lo. De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, que é a titular da Delegacia da Mulher na capital de Goiás, o ginecologista, que teve a sua identidade preservada por causa das investigações, submetia as suas vítimas a receberem atos sexuais, que dizia estar fazendo exames regulares em suas pacientes.

“Nós representamos pela prisão dele depois que três vítimas procuraram a delegacia”, disse a delegada, em entrevista exclusiva. De acordo com a oficial de polícia, houve até uma vítima que afirmou ter sido usada pelo médico através de sexo oral: o ato libidinoso teria acontecido enquanto ela estava deitada enquanto era examinada pelo ginecologista.

As vítimas do abusador afirmaram que o médico abusava delas por meio de masturbação, sempre com a desculpa que todos os procedimentos que ele fazia eram de acordo com o exame indicado por ele mesmo.

Ainda segundo algumas vítimas, o ginecologista, quando percebia que suas vítimas não esboçavam reação contrária aos seus atos libidinosos, ele partia para o atrevimento de falar palavras de cunho sexual.

O ginecologista já foi preso por cometer os mesmos atos em 2015, mas voltou a trabalhar

Essa não é a primeira vez que o médico foi denunciado por pacientes. No ano de 2015 ele já tinha sido preso pelas mesmas denúncias de hoje.

Na época, ele foi condenado por ter violado sexualmente através algumas de suas pacientes. No entanto, a defesa do médico recorreu da acusação e o ginecologista continuou livre, para continuar a praticar o seu trabalho como médico.

A informação é que esse médico de Goiânia já trabalhou em um dos maiores hospitais do Estado de Goiás e, por isso, há a suspeita de que essas três vítimas que fizeram a denúncia possam não ser as únicas.

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás, o Cremego, o caso será acompanhado de perto e o órgão vai dar celeridade à apuração de todos os depoimentos dados pelas vítimas do ginecologista de Goiânia.

Como é registrado no Conselho, o médico depende do aval do órgão para continuar trabalhando. No entanto, o Cremego afirma que está aguardando todas as documentações necessárias para tomar uma posição clara sobre o assunto – ou seja, as providências cabíveis.

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