Depois de retornar de Davos, na Suiça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, o presidente Michel Temer (PMDB) irá se dedicar agora à uma de suas principais bandeiras políticas: a reforma da Previdência. Antes mesmo de deixar o país europeu, #Temer comunicou seus aliados no Brasil de que a meta do governo a partir desta sexta-feira, dia 26, é atingir os 308 votos necessários para aprovar a reforma, cuja emenda constitucional será votada pela #Câmara dos Deputados no dia 19 de fevereiro.

Depois de discursar no Fórum Econômico Mundial na quarta-feira, dia 24, Temer participou do segundo dia do encontro de líderes e investidores globais e retornou para Brasília nesta quinta-feira, dia 25.

O presidente deixou Zurique às 9h30 do horário local (12h30, no horário de Brasília), aterrisando na capital pouco antes das 23h.

Em seu Twitter, Temer celebrou os encontros do Fórum Econômico Mundial, afirmando ter se encontrado com diversos empresários internacionais, que, segundo ele, pretendem investir no Brasil. De acordo com o presidente, a #Reforma da Previdência também é bem vista pelos investidores estrangeiros. “A reforma da Previdência aumenta ainda mais a credibilidade e a confiança no nosso país”, disse Temer, em vídeo divulgado em sua conta na rede social.

Na postagem que acompanhou o vídeo, Temer também demonstrou otimismo, afirmando ter apresentado “a recuperação de nossa economia” e as medidas aplicadas por seu governo desde que chegou ao Palácio do Planalto. Ciente da necessidade de conseguir os votos necessários, Temer tenta mobilizar seus ministros, aliados e a base governista para garantir a aprovação da reforma, considerada sua principal meta até o fim do governo, que se encerra no fim deste ano.

O tema tem sido recorrente nas postagens e entrevistas de Temer. Também na quarta-feira, enquanto o Brasil acompanhava o julgamento do TRF-4 que culminou na confirmação da condenação e no aumento da pena do ex-presidente Lula, Temer afirmava em sua rede social que pretende “batalhar dia e noite, voto a voto, para aprovar a proposta”.

O presidente também fez referência ao Dia do Aposentado, celebrado no mesmo dia 24, para argumentar sobre a necessidade da reforma. Segundo ele, é necessário “readequar a Previdência para continuar recebendo a aposentadoria”. Na mesma postagem, Temer citou Grécia e Portugal como exemplos de países que, em sua visão, sofreram crises econômicas por não terem aplicado uma reforma desta natureza.

Segundo reportagem veiculada pelo site da revista Época Negócios, Temer pretende utilizar até R$ 30 bilhões do orçamento governamental em emendas que poderão ser utilizadas para angariar o apoio de deputados na votação da reforma. O governo avalia que esta é a última chance de aprovar a reforma e tentar colar uma imagem de responsabilidade fiscal no governo Temer antes do fim do mandato.

Apesar da votação estar marcada apenas para o dia 19 do próximo mês, as calorosas discussões que devem antecipar a polêmica votação começarão a ser debatidas na Câmara a partir do dia 5 de fevereiro. Com a estratégia de alcançar os votos com a maior rapidez possível, Temer quer evitar o desgate que um prolongado embate com a oposição pode causar nos noticiários.

Para o Planalto, uma derrota na votação de fevereiro seria praticamente impossível de ser revertida, pois, com a aproximação das eleições, é pouco provável que os parlamentares queiram se envolver em um tema tão controverso e cujas consequências poderão ser sentidas nas urnas. Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou no último dia 15 de janeiro que, caso não seja aprovada no próximo mês, a reforma não será mais votada. De acordo com o parlamentar, a Câmara terá “outras agendas que precisam avançar”.