Os quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal afastados por suspeitas de corrupção serão investigados pela Comissão de Ética Pública (CEP). Os executivos foram afastados pelo presidente Michel Temer, que acatou sugestão apresentada pelo #Ministério Público em dezembro. As informações são da Agência Brasil.

Dois dos acusados, Antônio Carlos Ferreira e Deusdina dos Reis Pereira já apresentam suas defesas à comissão, que julgará os casos em sua próxima sessão, marcada para o dia 29 de janeiro. Os outros dois vice-presidentes afastados, José Henrique Marques da Cruz e Roberto Derziê de Sant'Anna ainda não tiveram seus processos abertos.

A crise na Caixa [VIDEO] eclodiu após investigação que revelou um suposto esquema realizado para que testemunhas não se manifestassem sobre casos de corrupção nos fundos de pensão administrados pelo banco público.

O escândalo voltou a gerar uma crise no governo Temer, que foi acusado por sua base aliada de demora na decisão de afastar os vice-presidentes investigados. Pesou também o fato de que Temer optou por afastar apenas quatro vice-presidentes, ao invés de todos os 12, como indicado pelo Ministério Público.

Para a base aliada, Temer errou e permitiu que a situação se tornasse uma nova crise para o governo, que se prepara para votar a reforma da Previdência no próximo dia 19 de fevereiro. A situação é vista como crítica por parte da base aliada pois a votação deverá ganhar importante destaque nos noticiários e fragilizar ainda mais a situação do governo junto à população, justamente em ano de eleições.

Em entrevista concedida à Folha de S. Paulo, Temer afirmou que quis dar tempo para que os acusados apresentassem suas defesas.

Na mesma entrevista, Temer disse ainda que sua função não lhe permite "analisar caso por caso". O presidente também aproveitou a conversa com o diário paulistano para afirmar que irá usar o ano de 2018 para se dedicar à sua "recuperação moral", afirmando que não quer deixar o cargo com "a pecha de falcatrua". #Caixa #Polícia Federal