O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu nesta terça-feira, dia 6, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, Fux afirmou que suas prioridades no cargo serão auxiliar os brasileiros no esclarecimento de questões eleitorais e combater as “fake news”. Fux ficará no cargo até 15 de agosto, quando serão então substituído pela ministra Rosa Weber. As informações foram veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a publicação, há a expectativa que o período de Fux frente ao TSE seja menos polêmico do que o de seu antecessor, Gilmar Mendes. No entanto, acredita-se que Fux deverá ser mais rigoroso do que Mendes em suas decisões.

De acordo com o periódico, Fux deve intensificar a tendência de não facilitar a vida de condenados que possam se enquadrar na Lei da Ficha Limpa, como é o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO], condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão. Se Fux seguir a tendência especulada nos bastidores, o TSE deve impedir o registro da candidatura de Lula à presidência para a corrida eleitoral deste ano.

Em relação às chamadas “fake news” (notícias falsas, em tradução livre do inglês), o jornal afirma que Fux quer definir regras eleitorais para casos sobre propaganda na internet. A situação é vista como crucial para pleitos modernos, onde o campo virtual tem se tornado uma das principais ferramentas para alavancar ou destruir candidaturas com boatos e materiais que se tornem “virais”, convencendo potenciais eleitores a votarem contra ou a favor de determinado candidato.

A publicação também afirma que Fux quer introduzir “caravanas” com especialistas que irão responder à dúvidas sobre o processo eleitoral e questões do interesse dos eleitores brasileiros.