A exemplo do presidente Michel Temer, que teve o benefício da Previdência Social bloqueado nos meses de novembro e dezembro de 2017, mais de 3,2 milhões de brasileiros ainda não comprovaram ao INSS que estão vivos. Por isso, estão correndo o mesmo risco. Apenas no estado de São Paulo são mais de 750 mil beneficiários em situação irregular.

O INSS divulgou que, na primeira quinzena de fevereiro, que é o período de de fechamento da folha de pagamento dos benefícios do INSS, cerca de 2,4 milhões de pessoas, entre pensionistas e aposentados, não foram às agências bancárias para realizarem a prova de vida.

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O prazo inicial estabelecido pela Previdência Social era 31 de dezembro de 2017, mas foi prorrogado em função do enorme número de beneficiários - aproximadamente 10% do total - que descumpriram o cronograma do INSS. Dessa forma, a prova de vida deve ser realizada até o próximo dia 28 de fevereiro, quarta-feira.

Terminado o prazo – 28 de fevereiro de 2018 – o INSS comunicou que, se o aposentado ou pensionista não compareceu ao banco para fazer a prova de vida há um ano, no máximo, o pagamento será bloqueado.
Assim, quem estiver nessa situação deverá ir à agência bancária onde recebe o benefício, em até dois meses, para a regularização. Após esse prazo, o interessado só poderá fazer a comprovação de vida em uma agência do INSS. Em 2017, 112.729 aposentadorias e pensões foram suspensas pela falta da prova de vida do beneficiário.

Os interessados deverão comparecer e apresentar um dos seguintes documentos oficiais de identificação com foto: carteira de trabalho, carteira de identidade ou a CNH.

Os bancos também podem utilizar o sistema de identificação por impressão digital (biometria), disponível nos caixas eletrônicos.

Cada banco adota procedimentos diferentes para alertar os aposentados e pensionistas sobre a obrigatoriedade da prova de vida. Alguns avisam antes do mês de aniversário da pessoa ou do benefício, enquanto outros emitem a convocação no mês anterior ao prazo final estabelecido pela Previdência Social.

Em caso de impossibilidade de se apresentar pessoalmente nas agências bancárias, por dificuldade de locomoção ou mesmo doença, o beneficiário poderá ser representado por um procurador que seja previamente cadastrado no INSS.

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Se perder o prazo e tiver o benefício suspenso, o segurado ainda poderá regularizar a situação, devendo comparecer, com urgência, ao banco onde recebe os pagamentos.

De acordo com o INSS, a prova de vida anual evita a ocorrência de fraudes e pagamentos indevidos de pensões e aposentadorias.

Confira a quantidade de beneficiários em falta com a Previdência Social

Acre (6.761), Alagoas (42.429), Amapá (3.292), Amazonas (20.683), Bahia (192.566), Ceará (147.076), Distrito Federal (41.629), Espírito Santo (58.764), Goiás (76.363), Maranhão (95.058), Mato Grosso (25.536), Mato Grosso do Sul (26.118), Minas Gerais (474.646), Pará (59.039), Paraíba (70.171), Paraná (203.485), Pernambuco (129.960), Piauí (54.223), Rio de Janeiro (341.035), Rio Grande do Norte (53.220), Rio Grande do Sul (201.756), Rondônia (14.180), Roraima (2.467), Santa Catarina (135.252), São Paulo (753.036), Sergipe (32.761), Tocantins (12.821).

Total de 3 milhões, 274 mil e 327 pessoas.

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