Nesse clima de violência seria mais um assassinato, pois, vivemos num momento, onde não temos segurança nenhuma ao sair à rua. Mas, ao que parece, o empresário Jose Roberto Soares, foi morto com nove tiros na frente de uma das muitas empresas que ele tem na Bahia. Foi também vice-prefeito da cidade de Ourolândia e era conhecido como o Roberto do PT. Segundo a revista Veja, ele foi executado dentro do seu carro por um pistoleiro à queima-roupa e estão sendo investigado qual é o motivo da execução.

Poderia ser um dia qualquer na vida do empresário, Roberto Soares Vieira, mas há vários dias, o empresário havia se distanciado de muitas coisas que estava acostumado de fazer.

Ele estava desconfiado que algo estava prestes a ocorrer com a sua vida. Não poderia ser um simples pressentimento de alguém que há dois meses, teria entregado o sócio numa delação a Policia Federal. No começo do ano teria vendido uma casa no condomínio em Camaraçi, considerado um lugar de alto padrão, e fica, na região metropolitana de Salvador. Não atendia nenhuma ligação que não fosse conhecida, ainda, se afastou dos colegas e muito raramente, se dava ao luxo de andar sozinho.

Nestes últimos tempos, teve que contratar um motorista particular, que muitas vezes, fazia o trabalho também de segurança do empresário. Roberto, também, procurou uma concessionária para mudar de carro, porque, como disse aos vendedores, tinha o desejo de trocar de carro e blindar a sua Land Rover. Mas, enquanto esperava o orçamento do novo carro, alugou um outro, um Gol.

O assassinato

Logo após o aluguel desse Gol e depois de ir embora da concessionária, no dia 17 de janeiro, pela manhã, Roberto do PT, como todos que lhe chamavam, foi visitar uma segunda loja de carros antes de ir ao trabalho, a 32 quilômetros.

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Lava Jato Sergio Moro

Eram seus últimos momentos de vida. Foi morto na frente da sua própria empresa por um rapaz que estava pilotando uma moto. Seria um assassinato como todos os outros, porém, como já foi dito, há dois meses, o empresário depôs em uma delação premiada, onde disse que haveria um esquema para arrecadar propina na empresa estatal, Petrobras. Esse esquema, envolveria, o Partido dos Trabalhadores do Estado da Bahia.

Também, Roberto do PT, seria testemunha importante de um braço de um dos investigados na Operação Lava Jato, e quem percebeu esse fato, foi o juiz federal Sérgio Moro. Em um documento despachado no dia 26 de janeiro, o juiz fez a advertência que não se pode excluir a mínima possibilidade de que aquele crime tenha relação ao que estava sendo investigado. Sendo que, nesta fase da investigação, o acusado tinha confessado seus delitos e revelou outros crimes de outras pessoas.

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