A situação no Rio de Janeiro, que era tensa, ficou ainda pior nesta sexta-feira (16), com a decisão do presidente Michel Temer que decretou intervenção na Segurança Pública do Estado. Com isso, as Forças Armadas é que ficarão responsáveis por todas as atividades relacionadas à segurança no Rio. Era para a população respirar aliviada, pois isto é feito para garantir a segurança de todos, mas nem todo mundo está vendo a atitude do presidente com bons olhos.

A princípio, o Governo decidiu que esta ação irá durar até o fim deste ano, porém, no decorrer dos próximos meses, pode ser que as coisas mudem.

Tudo vai depender dos resultados obtidos e também dos detalhes deste decreto, que ainda estão para serem definidos hoje. Na noite desta última quinta-feira, dia 15, foi realizada uma reunião para tratar o assunto, contando com a presença do ministro da Defesa, do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, além dos ministros da Fazenda, do Planejamento e também com Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência.

Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro, também esteve presente nesta reunião, além de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Eunício Oliveira, presidente do Senado. De acordo com a Constituição Federal, agora será preciso que o decreto seja aprovado pelo Congresso Nacional e isto deve ser feito dentro de 10 dias.

O general Braga Neto pode ser o interventor representante do Exército. Esta deverá ser a primeira vez que ocorre uma intervenção deste tipo, desde que foi aprovada a Constituição, em 1988. Temer aproveitou a reunião para lançar a ideia da criação de um novo ministério, que seria o da Segurança Pública e, se tudo der certo, a pasta poderá ser lançada ainda hoje.

Esta intervenção no Estado do Rio de Janeiro já vinha sendo debatida pelo governo há algum tempo, mas devido à onda de violência que vem assolando a capital e demais cidades, principalmente no período do carnaval, o assunto ganhou força e agora pode sair do papel.

Michel Temer sabe que a criação de um novo Ministério irá gerar muita polêmica e críticas; por isso, ele já planejou que tudo seja feito em caráter extraordinário.

Sendo assim, teria um prazo de validade, ou seja, quando a crise passar, quando a violência tiver reduzido, este Ministério seria extinto. Vale lembrar que a criação de um ministério equivalente já aconteceu na época do ex-presidente Lula e também no período em que Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil.

O assunto dividiu a opinião dos internautas nas redes sociais.

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