Aconteceu um furto a residência no bairro Villa Acre, em Rio Branco (AC), na ultima quinta-feira (1º) e prejuízo chegou a quase 3 mil reais. O nome da vítima é Marivaldo de Paula Silva, de 34 anos, que, após ter tido sua casa invadida e objetos furtados, escreveu um cartaz para o ladrão, explicando sua verdadeira condição social e implorando para que o marginal lhe devolvesse ao menos o pen drive, onde estaria todo o seu planejamento de aula.

Segundo relatos da vítima, ele havia saído para trabalhar e levado o filho à primeira consulta.

Publicidade
Publicidade

Quando chegou em casa, por volta das 20h, encontrou a casa toda bagunçada e seus cachorros estressados com a situação. Seus vizinhos relataram que nenhum deles conseguiu perceber movimentação na casa no dia da invasão. Por isso, não chamaram a polícia.

‘’Eles levaram a máquina de lavar roupas e outros objetos, e o prejuízo chegou a mais de 2,5 mil reais’’, afirmou o professor, nervoso, desacreditado e por nem ter conseguido fazer BO (boletim de ocorrência).

‘’Algumas vezes, as pessoas costumam te olhar e pensar que você tem uma vida social estabilizada, mas estão enganadas, sou uma pessoa trabalhadora e humilde como qualquer outra’’, disse o professor, que ainda estava chocado com a situação.

Esse mesmo educador também é responsável por um movimento em prol da pequena filha, Ana Cristina, de 8 anos, que nasceu com problemas de audição. Ele faz uma campanha no Facebook para arrecadar fundos para a cirurgia da menina, que precisa ser submetida a um implante coclear, como também foi sua esposa há anos atrás.

Publicidade

Em um de seus depoimentos, ele relatou que tal cirurgia é difícil e muito cara, chega a R$ 100 mil por cada lado, isso tirando os custos de passagens aéreas . Marivaldo gostaria muito que sua filha ouvisse, reafirmando que isso só seria possível com o implante coclear. Agora, que foi roubado, a situação só piorou para esse pai de família.

Porém, na tentativa desesperada para recuperar o que tinha perdido, por amor a sua família e ao seu trabalho, o professor Marivaldo fez um cartaz como resposta aos marginais, onde diz que era um educador como qualquer outro, super endividado e que comprava tudo em prestações.

“Tenho três filhos e ultimamente venho sorteando rifa para poder pagar a cirurgia para minha filha, pois quero muito que ela possa continuar a ouvir, não tenho dinheiro para comprar o que o senhor me roubou”, declarou.

Em seguida, pediu para que o ladrão ao menos devolvesse a máquina de lavar e o seu velho pen drive. Ele concluiu: ‘’Meus filhos, que choraram, agradecem.’’

Leia tudo