Quem manda no Rio de Janeiro desde a manhã desta sexta-feira (16) é o Exército Brasileiro. As forças de segurança nacional vão garantir a ordem no estado da região sudeste. Nos últimos dias, o Rio de Janeiro vem sofrendo com a violência desmedida e as polícias militar e civil, menos armada do que os traficantes, precisaram de ajuda para prosseguir na guerra contra o crime.

Os moradores da Cidade Maravilhosa e de outras cidades do estado sentem-se desprotegidos, a mercê dos bandidos, que dominam não só os morros, mas toda a cidade.

Pela primeira vez, desde que a Constituição Federal passou a vigorar, em 1988, o Governo Federal age dessa forma. A medida é enérgica e diferente das outras 12 vezes em que as Forças Armadas tomaram as ruas do Rio de Janeiro.

Comandante

O general Walter Souza Braga Netto, de 60 anos, é o militar à frente da operação que passou a vigorar nesta sexta. Ele tem a patente mais alta do Exército Brasileira (quatro estrelas) e atua no Comando Militar do Leste.

Durante os Jogos Olímpicos na capital carioca, em 2014, Braga Netto atuou como um dos coordenadores da segurança pública na cidade. O evento foi um sucesso do ponto de vista da segurança.

Braga Netto tem mais do que a experiência comprovada para atuar. Possui também conhecimento e expertise para comandar as tropas que tentarão dar um pouco de paz aos cidadãos carioca e fluminense.

Como funciona

Com a intervenção federal, as forças armadas passam a controlar as polícias civil e militar, o Corpo de Bombeiros e a Secretária de Estado da Administração Penitenciária (Seap).

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Michel Temer

O caso ainda passará por avaliação do Congresso Nacional. A ideia é que a intervenção dure até o dia 31 de dezembro, último dia do governo de Luís Fernando Pezão. O governador já afirmou que vai se aposentar da vida pública após o fim do mandato.

Solução

A solução para o tráfico de Drogas e a violência no Rio não é simples. Se fosse, o problema já teria sido resolvido há muitos anos. Para solucionar a situação, exige-se preparo das autoridades à frente da situação.

É importante também deixar claro que os inimigos são os traficantes e não a população mais pobre, que vive em favelas e é, muitas vezes, usada como escudo pelos bandidos.

Ação policial intensa, monitoramento dos marginais e trabalho nas fronteiras evitando que armas entrem. Todas estas medidas são fundamentais nessa guerra contra o crime cada vez mais organizado. Então, é necessário desejar boa sorte às Forças Armadas.

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