O presidente Michel #Temer (PMDB) viaja nesta segunda-feira, dia 12, para #Roraima, onde se encontrará com a governadora do estado, Suely Campos (PP), para tratar da crescente imigração de venezuelanos ao Brasil. De acordo com informações do Planalto divulgadas também pela Agência Brasil, o presidente estará acompanha dos ministros Raul Jungmann (Defesa), Torquato Jardim (Justiça), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). A reunião entre os governantes deve ocorrer no Palácio Senador Hélio Campos, em Boa Vista, sede do governo de Roraima.

Desde 2015, o estado de Roraima se tornou a principal porta para imigrantes venezuelanos [VIDEO] que tentam escapar da forte crise política, econômica e social que assola o país buscando refugio no Brasil.

Segundo levantamento da prefeitura de Boa Vista, capital de Roraima, cerca de 40 mil venezuelanos se estabeleceram na cidade desde que a situação se intensificou no país vizinho. Com o aumento de imigrantes, os venezuelanos em Boa Vista já representam mais de 10% da população de 330 mil habitantes.

Para tentar conter a crise, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, revelou que o governo irá colocar em prática um projeto-piloto que tentará auxiliar na integração e absorção dos refugiados venezuelanos na sociedade brasileira. Além destas medidas, o governo também anunciou que irá intensificar a fiscalização na região da fronteira com a #Venezuela, além de buscar auxiliar na validação de diplomas para cidadãos venezuelanos com formações acadêmicas em áreas como medicina e magistério.

As medidas foram anunciadas após visita de uma comitiva de ministros a Boa Vista, na última quinta-feira, dia 8.

Na ocasião, os ministros debateram a situação com Suely Campos e visitaram a praça Simón Bolívar, onde cerca de 300 venezuelanos se instalaram.

Ainda de acordo com o Planalto, Temer irá retornar à base naval da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde permanecerá ao lado de sua família durante os últimos dias do feriado de carnaval.

Segundo informado pela jornalista Andreia Sadi, do portal G1, Temer decidiu ir até Roraima lidar com a situação pessoalmente para tentar desviar parcialmente o foco do noticiário sobre a decisão do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia de decidir arquivar o inquérito contra o presidente. A decisão tem repercutido negativamente e gerado mais munição contra o governo, já que Segovia foi indicado por Temer, em novembro do ano passado.

O presidente já estava na base naval de Restinga da Marambaia desde o sábado, dia 10. A notícia sobre a pausa de carnaval de Temer também gerou ataques ao presidente, já que foi noticiado que Temer e sua família levariam cerca de 60 funcionários para servi-los durante o feriado.

Segundo o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim, Temer decidiu levar uma comitiva de apoio menor para tentar contornar a situação junto à opinião pública. O presidente viajou ao lado da primeira-dama, Marcela Temer, e de seu filho, Michelzinho.

A previsão é de que o presidente retorne a Brasília na quarta-feira de cinzas, quando as atenções do noticiário político voltarão a estar na questão da reforma da Previdência, cuja Proposta de Emenda Constitucional (PEC) deve ser votada no dia 20 de fevereiro, segundo previsão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nas últims semanas, Temer redobrou seus esforços para tentar convencer os deputados indecisos a votarem a favor da reforma. O presidente também tem tentado convencer a opinião pública sobre a reforma participando de programas de TV e concedendo entrevistas a diversos veículos de comunicação.