Um preso morreu após ser espancado até a morte por outros detentos. O caso foi registrado na quinta-feira (15), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, localizado em Salvador, capital da Bahia.

Luciano Nunes dos Santos era conhecido por algumas pessoas pelo apelido de ''Jamanta''. Ele foi preso acusado de abusar sexualmente de uma mulher na Estrada das Barreiras, em Salvador. Após cometer o crime, a Polícia Militar localizou o paradeiro do abusador e efetuou a prisão.

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Após ser detido, ele conduzido para o Complexo Penitenciário da Mata Escura.

Quando o acusado chegou à prisão, alguns detentos descobriram o crime que ele havia cometido. Diante disso, os presidiários ficaram revoltado e resolveram fazer justiça com as próprias mãos. Luciano Santos estava dentro da cela quando foi surpreendido por diversos presos, que começaram a espancar brutalmente o abusador.

Durante o espancamento, nenhum funcionário da penitenciária apareceu para intervir e tentar para as agressões.

A falta de fiscalização eletrônica por câmeras no presídio, denunciada pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb), dificulta identificar possíveis autores do crime, caso tenha sido assassinato.

O espancamento só parou quando a vítima não estava mais respirando. Logo em seguida, alguns agentes penitenciários chegaram ao local e viram o detento morto no chão da cela, com o corpo com diversas marcas de espancamento.

Alguns funcionários do Instituto Médico Legal (IML) compareceu ao local para remover o corpo da vítima.

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No momento, o corpo do presidiário morto está passando por uma perícia. Dentro da penitenciária, não existem câmeras de monitoramento próximas a cela que o abusador foi morto. Diante disso, os funcionários não conseguiram identificar os presos envolvidos no assassinato.

Sobre esse caso, o Sindicato dos Agentes Penitenciário do Estado da Bahia denunciou que há outros presídios que não contam com câmeras de monitoramento. Além disso, a entidade denunciou as condições de trabalho dos agentes penitenciários, que não têm armamentos para usar e outros equipamentos para aumentar a segurança, como o raio-X e detectores de metais. Até o momento não há novas informações sobre o caso.

Por que o abusador foi morto?

Casos como esse acontecem em algumas penitenciárias brasileiras. Quando os presidiários recebem a informação que um abusador sexual está no local, muitos resolvem fazer justiça com as próprias mãos, pelo fato de não admitirem esse tipo de crime.

Na maioria dos casos, os próprios funcionários do presídio informam para os presos quando um abusador entra.

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