Dom José Ronaldo, bispo de Formosa, foi preso juntamente com quatro padres e um monsenhor na manhã de hoje. O Ministério Público do Estado de Goiás realizou uma mega operação para combater o desvio de recursos da Igreja Católica, que vinha acontecendo em pelo menos três cidades do estado. Acredita-se que o desvio ultrapasse R$ 2 milhões.

'Caifás' foi o nome dado à ação e agora está sendo apurado se havia uma quadrilha responsável por pegar todo o dinheiro doado pelos fiéis, além dos valores arrecadados em festas e também as taxas pagas em casamentos, batismos e outros.

A Diocese de Formosa tem evitado responder às solicitações de maiores informações sobre o caso.

São 13 mandatos de prisão e tem ainda mais 10 de busca e apreensão, valendo para Formosa, Posse e também para Planaltina. A polícia está investigando diversas casas, igrejas e até mesmo um mosteiro.

Douglas Chegury, promotor de Justiça e um dos responsáveis por esta mega operação que investiga desvio de recursos da Igreja Católica, informou que já foram apreendidas algumas caminhonetes pertencentes à cúria, mas que estavam em nomes de terceiros.

Uma grande quantia de dinheiro também foi encontrada, porém não foi revelado o valor até o momento.

O Ministério Público de Goiás não tem dúvida de que esta associação criminosa estava atuando não apenas na Cúria da Diocese da Igreja Católica de Formosa, mas também em várias outras cidades. Essa investigação já vinha sendo feita há algum tempo, pois em 2015 vários fiéis denunciaram o possível Desvio de dinheiro.

Dez promotores estão envolvidos nesta investigação, além da Polícia Civil e também Militar. Para a cidade de Formosa são 9 mandados de prisão e 5 de busca e apreensão. Para Posse, são 3 de prisão e 4 de busca e apreensão. E para Planaltina tem 1 de prisão e outro de busca e apreensão.

Há mais envolvidos

O Centro de Inteligência do Ministério Público de Goiás também está participando das investigações, pois acredita-se que há muito mais pessoas envolvidas no desvio dos recursos.

Somente o bispo e os padres não conseguiriam desviar tanto dinheiro sem que as pessoas desconfiassem. Fiéis que ajudam nas igrejas e também alguns funcionários, podem ter participado do esquema e em troca, ficaram com uma 'fatia menor do bolo'.

O Gaeco - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, também está participando desta operação. Muito material foi levado pela polícia para ser analisado e tem ainda as anotações, troca de mensagens e arquivos salvos nos computadores que precisam ser analisados com calma, assim será possível chegar a todos os envolvidos.

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