Em uma entrevista dada pelo advogado do casal Nardoni, Roberto Podval, ele afirma que houve injustiça na sentença dos seus clientes: Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni, filha de Alexandre e enteada de Anna Carolina. A criança foi morta no distrito da Vila Guilherme, em São Paulo, na noite do dia 29 de março de 2008.

O homicídio aconteceu há quase dez anos, mas não para de ter reviravoltas com a cada novo depoimento do advogado de defesa do casal.

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Esta semana a declaração dele voltou a virar manchete.

De acordo com Podval, a propagação negativa do caso fez com que Alexandre e Anna Carolina se tornassem condenados antes mesmo da sentença final. Essa é a tese na qual o advogado se sustenta para que o Supremo Tribunal Federal (STF) reduza a condenação do casal.

O advogado alega que os jurados já estavam com a decisão tomada

Podval afirmou categoricamente que o casal foi condenado de forma injusta.

Ele disse que o detalhe maior da decisão judicial estava amparado por um júri que já tinha sua decisão: a condenação do casal. O advogado disse ainda que tinha uma restrição, plena e inquestionável: a recusa de ter sido seus clientes os assassinos de Isabella.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o advogado afirmou que tanto Alexandre quanto Anna Carolina negam de forma veemente os fatos narrados pela Justiça e pela mídia nacional. Continuou a declaração dizendo que isso já é um fato a ser levado em consideração.

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Podval concluiu com duas hipóteses para o crime: outra pessoa tenha, de fato, entrado na casa e matado a criança, o que é mais provável na sua visão, ou simplesmente a menina cortou a tela e caiu pela janela abaixo, o que o advogado acha menos provável.

Os peritos e as provas e o detalhe do júri

Na visão de Podval, os peritos já tinham sua decisão. Foram atrás dos indícios criminais por questão de rotina, mas já tinham o casal como culpado. Ele acredita que não tinham a intenção de ir à busca das verdadeiras provas, do que de fato aconteceu.

O advogado disse ainda que não sabia o que tinha acontecido com a acusação e que, orquestrada daquela forma que havia sido, não acreditava em uma sentença verdadeira. Para ele, as provas incriminadoras não tinham coerência com a morte de Isabella. “Não bate”, disse Podval.

Para o defensor, o ponto-chave era o júri, que estava fechado a qualquer conversa dentro do tribunal. Ele finalizou afirmando que, se recolhesse os votos antes do júri, não haveria diferença alguma, como se houvesse um jogo de cartas marcadas.

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