O ministro da Segurança Pública do Brasil [VIDEO], Raul Jungmann, anunciou nesta sexta-feira, dia 9, que será criado nos próximos dias o Centro Integrado de Comando e Controle do Distrito Federal, que contará com responsáveis de Segurança de todos os estados do país. Os representantes estaduais atuaram com representantes do governo federal [VIDEO] e das forças de inteligência nacional, bem como responsáveis das Forças Armadas. A informação é da Agência Brasil.

O espaço onde o centro funcionará já está equipado, e havia sido utilizado durante o controle da segurança da Copa do Mundo de futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Jungmann revelou que as novas operações terão custo de cerca de R$ 1 milhão.

O ministro também revelou que será realizado um mapeamento estrutural de todos os presídios nacionais, cujo projeto contará com aporte de R$ 20 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O mapeamento começará no estado do Rio de Janeiro, e posteriormente será aplicado em todo o território nacional.

Segundo o ministro, a intenção do projeto é realizar um diagnóstico “da estrutura, infraestrutura, equipamentos e condições” dos presídios do Brasil, apontando onde serão realizados os investimentos. O trabalho será realizado com apoio das Forças Armadas e é parte do plano do novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública para combater a criminalidade e o crime organizado no país.

Ministro revela criação de fundo com recursos empresariais para a segurança

Jungmann também revelou nesta sexta-feira que o ministério criará um fundo com recursos empresariais para tratar da questão da segurança pública brasileira.

O ministro disse que está “batendo na porta” do empresariado e de órgãos como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), bem como com governadores e prefeitos de todo o Brasil. “Todo mundo tem que participar disso”, disse Jungmann.

O ministro também comparou o atual problema da segurança pública brasileira com a hiperinflação e os problemas econômicos enfrentados pelo país nas décadas de 1980 e 1990. O ministro afirmou acreditar que “toda a sociedade tem que ser convidada” a tomar parte no projeto “para que se sinta corresponsável e participe”.