No dia 25 de fevereiro, 65 mil pessoas se reuniram simultaneamente em mais de 40 países para comemorar o aniversário de quatro anos do programa social vício Tem Cura, da Igreja Universal do Reino de Deus. “Três milhões de pessoas foram curadas”, afirmou o autor dos livros A Última Pedra - Vícios Têm Cura e A Mente de um Viciado e os 5 Passos para a Cura, Rogério Fomigoni, durante o culto que reuniu 12 mil pessoas, na Zona Sul de São Paulo, onde é bispo.

O número de brasileiros curados pelo método inovador ultrapassa 2,6 milhões. O Brasil registra a marca do maior mercado consumidor de crack do mundo e o segundo em cocaína, de acordo com pesquisa divulgada em 2016 pelo Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Testemunhos de cura

Pessoas que acreditavam que o caminho não teria volta, como o caso do balconista Victor José, foram curadas. "Depois que entrei nas drogas, eu achava que não tinha mais saída. Não acreditava na cura e hoje estou livre, sou pai de família e honrado”, conta Victor, que quase morreu ao tomar oito tiros de traficantes.

Conhecido pela frase “se você não sair daqui com nojo da droga eu como a Bíblia”, Formigoni tem seu trabalho reconhecido por especialistas, como o psiquiatra Davi Vidigal. Vidigal, que está há 25 anos na área e é idealizador do Projeto Happy Trip World - psiquiatria sem fronteiras, declarou: “Existe um método diferente da medicina que é extremamente eficiente”, referindo ao Vício Tem Cura, da Universal.

A eficiência foi provada também pelo empresário Dagoberto Cardili, que chegou a ser interditado das próprias empresas e quase perdeu tudo. Hoje, o empresário faz questão de dizer que foi curado no programa.

Outro exemplo é o do terapeuta Vanderley Durigon Júnior. Ele declarou ao bispo Cláudio Lana, durante o culto em Curitiba (PR), que sua cura se deu ao conhecer o trabalho do Vício Tem Cura, há um mês.

“Aqui não paguei nada e o resultado foi em minutos”, frisou o terapeuta formado há 15 anos na área da dependência química.

Vanderley, que carrega vasta experiência profissional e vários diplomas na área da farmacologia e codependências, afirma ter quebrado paradigmas e mudado sua forma de pensar. “Eu acreditava na tese de que o vício é uma doença progressiva, incurável e fatal, porém estacionária, e em minutos fiquei curado”, declarou.

O terapeuta, que trabalhou para ajudar outros dependentes em diversas clínicas, também foi vítima dos vícios por 30 anos, passou por 40 internações e hoje sente-se feliz por ter conhecido tratamento.

O trabalho gratuito que é realizado por 31 mil voluntários se expande dia-a-dia para dependentes e familiares, explicou Formigoni durante entrevistas a conceituados programas jornalísticos.

Problema de saúde global

A dependência química chega a cerca de 250 milhões de pessoas, de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), divulgado em 2015. A pesquisa destaca que 29,5 milhões de pessoas, ou seja 0,6% da população adulta, apresentam transtornos associados aos distúrbios causado pelo uso das drogas.

Especialistas alertam que os impactos causados pelo uso das drogas podem ser devastadores.

Para Formigoni, o uso indiscriminado de drogas fere a dignidade da pessoa, destrói famílias, aumenta a criminalidade, deixa a pessoa como que em estado vegetativo, vivendo apenas para o uso da droga. “Só quem viveu sabe na pele”, encerra.

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